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* NAVEGANDO DE PORTO BELO - SC Á GOVERNADOR CELSO RAMOS - SC

DIÁRIO DE BORDO

Final de semana chegando, previsão é boa com ventos noroeste soprando na média de seis nós, resolvi então ir até Governador Celso Ramos com a familia, ansioso para chegar sábado o dia da partida, quando acordamos já era meio tarde, pois tinha avisado a Cris que depois do meio dia seria mais difícil navegar devido a ventos mais forte.

Chegando à marina por volta das 10 horas, coloquei as coisas a bordo como cobertor, comida e bebida e fui logo falar para o Renato dono da marina o meu destino. Conferi à água, abasteci a lancha e partimos em direção ao sul, direção que eu já tinha ido, mas somente até a ilha do macuco, que fica cerca de 30 minutos.

Coloquei o óculos e chegando perto da ilha de porto belo estabilizei a velocidade da lancha para 22 milhas náuticas, liguei o som e assim naveguei até sair do araçá.

Quando saímos da ponta e avistamos a praia da sepultura, constatei que o mar ainda estava calmo e o vento não era tão forte, fomos costeando até avistar a ilha do macuco, passando a ponta do retiro dos padres, Gustavo me pediu para navegar um pouco, fiquei sentado e coloquei-o no meu colo, navegando ainda a 22 milhas passamos por barcos pescadores no canal entre ilha do macuco.

Sem pausa para descanso e navegando confortavelmente, tracei rumo reto a Governador, avistei ilha grande e um pouco mais a direita a Praia de Calheiros, onde seria a primeira parada. Já eram 11 horas quando passamos pela ponta do Resort de ganchos, já avistei o local da primeira parada, atracamos à lancha no píer, conversei um pouco com dois marinheiros que vieram nos ajudar, peguei mais informações do local dei umas esticadas nas perdas, lavei o rosto e seguimos viagem até Armação da piedade, porque como o vento soprava de norte lá seria abrigado.

Passando pela ilha grande, me lembrei que tinha uma prainha que talvez fosse nosso lugar para almoçarmos, o lugar não estava tão calmo, então decidimos seguir à diante passando palmas, tinha uma praia que talvez fosse particular, mas como ninguém ia descer da lancha, decidimos colocar fogo na churrasqueira ali mesmo.

Assim que acabamos de comer umas linguiçinhas com pão e uma carninha, continuamos para nosso destino, que estava a cerca de uns 20 minutos ainda, passamos uma ponta e logo podemos avistar iates, lanchas, e jets mais a esquerda, onde seria a famosa praia de Tinguá, o lugar era lindo e bem tranqüilo. Assim que fomos nos aproximando da praia em meio aos iates e lanchas, fomos abordados por um bote amarelo, reparei que estava escrito restaurante do Tonho, então me lembrei do que um amigo marinheiro tinha me dito que eu seria recepcionado pelo tonho, dito e feito ele veio perguntou se eu precisava de algo e foi logo me dando seu cartão. Avisei a ele que eu tinha acabado de chegar de Porto Belo e que iria passar a noite ali, mas que já tinha almoçado, e que a janta seria em seu restaurante, ele nos desejou um belo dia e que nos esperava perto das 05h30min em frente seu restaurante na praia de armação da piedade que fechava às 7 horas.

Ancorei a lancha bem pertinho da praia, o Guga como quase não gosta de água foi logo descendo da lancha e em seguida eu também para esticar as pernas e pisar em chão firme, afinal estávamos navegando cerca de 1 hora e 30 minutos. 

Curtimos o resto do dia na pequena praia que era quase deserta em meio às lanchas, o sol muito gostoso, fez com que a Cris pegasse o cobertor e fosse deitar na proa da lancha, famosa deitadinha depois do almoço.

Entre umas geladas e outras, peguei a ultima cerveja que tinha na caixa térmica, levantei o som e fiz a Cris levantar na marra, ela deu uma arrumada nas coisas enquanto eu acabava de tomar a ultima gelada.

Levantei ancora e partimos para a praia vizinha onde avistamos um iate, que estava fazendo uma festa e tanto, acho que iríamos dormir ouvindo musica a noite toda, detalhe eles estavam em frente à igreja da cidade.

Por sorte o restaurante ficava cerca de umas 15 casas a direita praticamente do outro canto da praia onde ancoramos e o Sr. Tonho já veio nos receber, ancorei a lancha, bati umas fotos do local e subimos no bote para irmos jantar, dei uma olhada no cardápio e decidimos pedir fritas com peixe frito.

Sr. Tonho, uma pessoa de grande coração, veio conversar comigo me contou da vila e trouse uma travessa de mariscos fresquinhos que ele tinha acabado de colher, Gustavo como sempre tem nojo e nunca tinha comido, dizia, não acredito que to comendo marujo, ele comeu e hoje quer mais, acabamos de jantar conversei um pouco mais com o Tonho, onde me disse que na prainha que tínhamos almoçado era particular mesmo e que o Guga (jogador de tênis) mora, realmente lembrei que tinha uma quadra de tênis de frente para a praia.

Retornando a bordo da lancha GHM II de bote, decidi amarrar a popa da lancha em uma poita que tinha depois de deixar tudo ok e já escurecendo, Gustavo não parava de me pedir para acender as luzes, depois de acendê-las abri um champanhe para comemorar nosso primeiro cruzeiro em família, fomos deitar ao som que vinha do iate ancorado mais a esquerda em direção a Tinguá.


O vento não dava trégua, e eu preocupado estava sempre atento a qualquer movimentação da lancha ou barulho estranho, não passamos friu tínhamos dois cobertores, mas o barulho da água batendo no casco a noite toda deixou até a Cris com dor de cabeça. Dei um cochilo cerca de umas 2 horas, me levantei fui ver a hora 3 horas da manhã, o som no iate continuava, ele estava todo fechado com um jet pendurado em sua popa, o vento estava se acalmando, convidei a Cris para deitarmos no chão da lancha, coloquei a lona que a tampo no chão, nos deitamos e nos cobrimos com ela, fico bem quentinho e já podíamos ver que estava querendo amanhecer. Agora já sem vento, aquela calmaria, só se ouvia barulho de barcos indo pescar, o som se acabou, ficamos deitado até umas 8 horas, quando levantamos a Cris foi arrumar as coisas enquanto eu e o Guga soltávamos o cabo de popa que estava amarrada na poita.

Arrumamos nosso café da manhã, com suco de soja, pão com patê e maçã.

Liguei o motor, puchei a ancora e seguimos de volta a Porto Belo, onde seria mais 1 hora e 30 minutos, enquanto esquentava o motor, deixei Guga navegar um pouco, loco que saímos e pegamos mar aberto, notei que o vento já soprava forte às 9 da manhã e que o retorno seria difícil, tentei estabilizar as 22 milhas e era cruel, então navegamos em torno de 18 milhas devido ao vento que vinha em direção contraria com ondas.

Logo avistamos a ilha grande, depois a ponta do resort, e mais nada, a serração dominava tudo e não se podia ver quase nada, tocamos em direção a praia da tainha e cerca de 20 minutos depois pude notar a ilha do macuco, onde me aliviou, porque agora o caminho eu já conhecia muito bem.

Perguntei para a Cris se gostaria de dar uma parada na ilha, porque no portinho do sul estava abrigada e bem calma, ela e o Guga me disseram que não e continuamos, parecia que não chegava mais, com navegação difícil chegamos a ponta do retiro dos padres, logo que passamos a ponta, perto do cara olho da sepultura uma lancha grande passou por nóis a toda, estávamos sem pegar vento, pois a parte da frente do toldo estava fechada, resolvi abrir, e foi uma ventania danada arremessando meu boné à água, fiz o retorno e o peguei, continuamos em direção ao araçá e quando entramos, ufa, não estava calmo, mas bem melhor. 

Assim que avistei o caixa d aço, perguntei se queriam almoçar a bordo e como estávamos todos cansados, seguimos para marina, Subimos o barco, organizamos tudo e fomos para casa. 

Mas um final de semana que valeu a pena. 

Para saber mais sobre esse passeio envie-me um e-mail: ro.migliorini@terra.com.br 


Rogério Migliorini
RCM CONTABILIDADE

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