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AFINAL O COMANDANTE DE UM BARCO PODE MESMO REALIZAR UM CASAMENTO A BORDO E O QUE DIZ A LEI

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Durante muitos anos trabalhando e navegando, já vivi algumas situações a bordo que ficaram guardadas na memória. Uma delas aconteceu em Angra dos Reis. Eu era o comandante do barco naquele momento e estava a bordo minha patroinha com o namorado. Em determinado momento resolvi brincar com os dois. Falei: “Hoje eu vou casar vocês.” Não tínhamos alianças, obviamente. Mas barco sempre ensina uma coisa: com criatividade, quase tudo se resolve. Pegamos aquela película fina que fica ao redor do bambu e fizemos duas alianças improvisadas. Ficaram até bonitas, com umas pontinhas verdes aparecendo. Coloquei uma em cada um e fiz minha cerimônia. No final anunciei: “Pronto. A partir de hoje vocês estão casados. Mas só enquanto estiverem dentro do barco.” Todo mundo riu. Era uma brincadeira. Um casamento totalmente simbólico, sem qualquer efeito civil. O curioso é que, muitos anos depois, quando fui pesquisar melhor aquela velha história de que “capitão de navio pode casar pesso...

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MARINA BEIRA-MAR NORTE: VAGAS NÁUTICAS, BARCOS E O NOVO EIXO DE VALORIZAÇÃO DE FLORIANÓPOLIS

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Durante décadas, quem passou pela Avenida Beira-Mar Norte encontrou uma das imagens mais conhecidas de Florianópolis: prédios de alto padrão de um lado, a Baía Norte do outro e uma extensa faixa utilizada para caminhadas, exercícios, lazer e contemplação. O mar sempre esteve ali. Mas, curiosamente, para quem mora no coração da cidade, a relação com esse mar sempre foi muito mais visual do que náutica. Isso começou a mudar. A implantação do Parque Urbano e Marina Beira-Mar Norte cria uma situação que Florianópolis praticamente nunca teve nessa escala: uma grande infraestrutura náutica integrada diretamente a uma das regiões urbanas mais consolidadas e valorizadas da cidade . E acredito que ainda estamos apenas começando a compreender as consequências dessa transformação. NÃO ESTAMOS FALANDO APENAS DE UMA MARINA O projeto oficial prevê um complexo com quase 440 mil metros quadrados de área total. Somente a área náutica deverá ocupar aproximadamente 300 mil metros quadrados, com capacidad...

DEVER DE ASSISTÊNCIA NO MAR VOLTA AO DEBATE APÓS CASO ENVOLVENDO O SUPERIATE LAUNCHPAD

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QUANDO UM COMANDANTE É OBRIGADO A PRESTAR SOCORRO NO MAR? Caso envolvendo o superiate Launchpad no Alasca reacende discussão sobre dever de assistência, VHF, emergência e responsabilidade da tripulação No mar existe uma regra que atravessa gerações de navegadores: quem encontra alguém em perigo deve ajudar. Parece simples. Mas, quando saímos da tradição marinheira e entramos no campo jurídico e operacional, surge uma pergunta importante: em que momento um pedido de ajuda realmente cria a obrigação de uma embarcação prestar socorro? Um episódio ocorrido recentemente no Alasca colocou essa discussão novamente em evidência. No centro da história está o Launchpad, superiate de aproximadamente 119 metros associado a Mark Zuckerberg e Priscilla Chan. Mas, apesar do nome famoso envolvido, a questão mais interessante para quem trabalha profissionalmente no setor náutico não está na celebridade. Está na ponte de comando. No rádio VHF. Na classificação de uma emergência. E na respons...

SEA7 RENT: CHARTER EM FLORIANÓPOLIS PARA QUEM QUER VIVER O MAR COM CONFORTO E LIBERDADE

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Florianópolis é uma cidade completamente diferente quando vista pelo mar. Praias, ilhas, costões, enseadas e áreas protegidas transformam a região em um dos cenários mais interessantes do Sul do Brasil para quem deseja navegar, reunir a família, receber amigos ou simplesmente passar algumas horas longe da rotina. E existe uma maneira de viver tudo isso sem necessariamente comprar uma embarcação. Essa é a proposta da Sea7 Rent. Com opções de barcos e yachts de aproximadamente 30 a 76 pés para locação em Florianópolis e região, a Sea7 Rent atende diferentes perfis de clientes, desde casais e pequenas famílias até grupos que procuram embarcações maiores, com mais conforto, estrutura e áreas de convivência. Mas existe um princípio importante por trás da operação: o ponto de partida não é o barco. É a experiência que o cliente deseja viver. NÃO EXISTE UM BARCO CERTO PARA TODO MUNDO Essa talvez seja uma das principais diferenças entre simplesmente alugar uma embarcação e planejar...

O VERDADEIRO USO DO BARCO: MUITO MAIS FAMÍLIA DO QUE FESTA

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Quem acompanha o mercado náutico apenas pelas redes sociais pode acabar criando uma imagem bastante distorcida sobre o que significa ter um barco. Vídeos de festas, música alta, grandes grupos de pessoas e cenas de verão costumam ganhar muito mais visualizações do que uma família navegando tranquilamente em um domingo. O problema é que aquilo que aparece mais nas redes sociais nem sempre representa aquilo que realmente acontece no dia a dia da náutica. Depois de décadas convivendo com proprietários, famílias, marinheiros e embarcações dos mais diferentes portes, posso afirmar: para a grande maioria dos proprietários, o barco está muito mais próximo de uma casa de praia do que de uma casa noturna. O BARCO COMO EXTENSÃO DA FAMÍLIA Para muitos proprietários, a embarcação se transforma em uma verdadeira extensão da casa. É onde a família passa o final de semana, recebe alguns amigos, prepara o almoço, mergulha, conversa, descansa e acompanha o pôr do sol. É comum encontrar pais...

QUEEN YAZ: DEARSAN ENTREGA SUPERIATE DE 50 METROS E REFORÇA A ASCENSÃO DA TURQUIA

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Novo flagship de 50,2 metros combina casco de aço, design contemporâneo, grandes áreas externas e evidencia a crescente força da indústria turca no mercado mundial de superiates. A indústria turca de construção naval acaba de adicionar mais um nome de peso à sua crescente frota de superiates. O Queen Yaz, superiate de 50,2 metros construído pelo estaleiro turco Dearsan Shipyard, foi oficialmente entregue ao seu proprietário em Tuzla, Istambul, em 10 de agosto de 2026. A entrega acontece cerca de dois meses depois do lançamento da embarcação, ocorrido em junho.  Mais do que simplesmente um novo iate de luxo entrando em operação, o Queen Yaz representa um movimento que merece atenção: a Turquia deixou há algum tempo de ser apenas uma alternativa de produção de menor custo e passou a disputar projetos customizados de grande porte com alguns dos principais polos tradicionais da indústria mundial. UM SUPERIATE DE 50 METROS CONSTRUÍDO PARA VIDA A BORDO Com 50,2 metros de comp...

HÁ MAIS DE MIL ANOS, A CHINA JÁ USAVA A TECNOLOGIA QUE AINDA MOVE BARCOS ENTRE DIFERENTES NÍVEIS

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Quando observamos hoje uma grande eclusa operando em um canal, com enormes comportas fechando, milhões de litros de água entrando ou saindo e embarcações sendo elevadas ou rebaixadas lentamente, é fácil imaginar que estamos diante de uma criação relativamente moderna. Não estamos. O princípio fundamental desse sistema tem mais de mil anos. Registros históricos atribuem ao oficial e engenheiro chinês Qiao Weiyue o desenvolvimento, por volta de 984 d.C., de uma das primeiras eclusas de câmara conhecidas da história, durante a Dinastia Song. A invenção mudaria de forma definitiva a engenharia dos canais e o transporte de embarcações. O PROBLEMA ERA FAZER OS BARCOS VENCEREM DIFERENÇAS DE NÍVEL Canais artificiais dificilmente percorrem grandes distâncias mantendo exatamente a mesma altitude. Em determinados pontos, o terreno sobe ou desce, criando diferenças entre os níveis de água. Para uma estrada, isso pode ser resolvido com uma subida. Para uma embarcação, naturalmente, não....

HONDA TESTA CONFIABILIDADE E EFICIÊNCIA EM DESAFIO DE 7.300 MILHAS NÁUTICAS NO GREAT LOOP 2026

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A Honda Marine tornou-se patrocinadora principal do Great Loop Challenge 2026, uma jornada de mais de 7.300 milhas náuticas por algumas das principais rotas navegáveis da América do Norte. Mais do que uma ação de marketing, a iniciativa funciona como um grande teste de campo para a marca. Uma navegação dessa dimensão exige confiabilidade mecânica, eficiência de combustível, autonomia operacional e resistência dos sistemas de propulsão ao uso prolongado. Ao associar sua marca ao desafio, a Honda reforça uma tendência crescente na náutica de recreio: fabricantes utilizando grandes travessias e expedições como vitrines reais para demonstrar desempenho e confiabilidade fora das condições controladas de testes. Em um mercado onde autonomia e segurança operacional ganham cada vez mais importância, 7.300 milhas valem mais do que qualquer discurso publicitário. Ney Broker 38 anos de experiência no mercado náutico brasileiro Due Diligence Naval • Laudo Blindado 217 Itens Broker • Su...

IATES NÃO MOVIMENTAM APENAS MARINAS. ELES MOVIMENTAM ECONOMIAS INTEIRAS.

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A disputa entre destinos internacionais para receber grandes iates está mudando de escala. Quando uma embarcação de grande porte chega a uma região, o impacto vai muito além da vaga na marina. Ela gera demanda para tripulação, manutenção, oficinas, combustível, suprimentos, restaurantes, transporte, hospedagem, turismo e comércio local. É um verdadeiro efeito multiplicador. Dois destinos ajudam a mostrar esse movimento. A Indonésia, com mais de 17 mil ilhas, vem fortalecendo sua posição no turismo náutico internacional. Regiões como Bali, Komodo, Raja Ampat e as Ilhas Gili atraem embarcações de maior porte e estimulam investimentos em marinas, serviços e infraestrutura. Do outro lado do mundo, Montenegro consolida sua posição no Adriático. Porto Montenegro, Kotor e Tivat combinam localização estratégica, infraestrutura para grandes iates, serviços especializados e um ambiente cada vez mais preparado para proprietários e tripulações internacionais. O ponto central é simples:...

DO APERITIVO AO CHURRASCO: COMO A CULTURA A BORDO MUDOU E TRANSFORMOU A ROTINA DOS MARINHEIROS

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Sou de uma época em que quem tinha barco era, normalmente, uma família de alto poder aquisitivo. E, curiosamente, quase nenhuma embarcação tinha churrasqueira. No dia anterior ao passeio, a cozinha da casa já começava a trabalhar. A empregada preparava tudo. Às vezes era uma paella, uma macarronada de camarão, um risoto de frutos do mar, tortas, tábuas de frios, patês caseiros, sanduíches, camarão ao bafo, mexilhão, petiscos... Tudo pronto. Na manhã seguinte, o motorista levava as caixas térmicas para o barco. O marinheiro não era churrasqueiro. Ele apenas servia a comida na hora certa. E sobrava tempo para fazer aquilo que um barco nasceu para fazer: navegar. A gente saía do ponto A sem destino fixo. Contornava uma ponta, visitava uma ilha, fundeava para um mergulho, levantava a âncora, seguia para outra enseada, conhecia uma praia diferente e passava o dia explorando. Ninguém tinha pressa para chegar. O passeio era a navegação. Durante 16 anos da minha carreira eu prat...