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HOMEM AO MAR: NOS PRIMEIROS SEGUNDOS DE UMA EMERGÊNCIA, TREINAMENTO, COMANDO E AÇÃO CORRETA PODEM FAZER TODA A DIFERENÇA

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QUANDO ALGUÉM CAI DE UMA EMBARCAÇÃO, NÃO EXISTE TEMPO PARA IMPROVISO: CADA PESSOA A BORDO PRECISA SABER EXATAMENTE O QUE FAZER Esses dias apareceu para mim um vídeo em espanhol demonstrando um procedimento de Homem ao Mar, ou MOB — Man Overboard. É um procedimento que conheço bem. Minha formação e minha experiência no mar sempre exigiram conhecimento de emergência, navegação e segurança. Mas achei interessante a forma simples como o vídeo mostrou uma situação que muita gente conhece apenas na teoria. Porque existe uma grande diferença entre saber que existe um procedimento de Homem ao Mar e conseguir executá-lo corretamente quando alguém realmente cai da embarcação. No mar, alguns segundos fazem muita diferença. PRIMEIRO: ALGUÉM CAIU, TODO MUNDO PRECISA SABER A primeira reação deve ser imediata. O alerta de “Homem ao Mar!” precisa ser dado em voz alta para que todos a bordo entendam o que aconteceu. A partir daquele momento, cada pessoa precisa ter uma função. Uma delas dev...

CARTA NÁUTICA: O MAPA DO MAR QUE EU APRENDI A LER EM 1989 — E QUE CONTINUA INDISPENSÁVEL

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Quando tirei minha habilitação de Mestre-Amador, em 1989, navegar era bem diferente do que é hoje. Não existia, na rotina do navegador amador, essa facilidade de abrir um plotter, olhar uma tela colorida, enxergar a posição exata do barco e acompanhar uma linha mostrando praticamente o caminho inteiro. A navegação começava em cima da mesa. Carta náutica aberta, lápis, borracha, compasso, régua paralela, coordenadas, rumos e distâncias. Foi naquela época que aprendi uma coisa que nunca mais esqueci: a carta náutica não serve apenas para mostrar onde você está. Ela mostra principalmente onde você não deveria estar. CARTA NÁUTICA NÃO É UM MAPA QUALQUER Esses dias voltei a pesquisar o assunto e fui rever algumas informações da Diretoria de Hidrografia e Navegação e do Centro de Hidrografia da Marinha. A definição é muito mais ampla do que simplesmente chamar a carta náutica de “mapa do mar”. Segundo o CHM, as cartas representam profundidades, perigos à navegação, bancos, pedras...

O CASAL QUE FEZ DO NAVIO SUA CASA: FUI DESCOBRIR SE MARTY E JESS AINDA VIVEM NO MAR — E ELES TÊM CRUZEIROS RESERVADOS ATÉ 2027

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Esses dias apareceu para mim uma história que imediatamente chamou minha atenção. Um casal australiano de aposentados teria simplesmente decidido trocar a rotina em terra por uma vida praticamente permanente dentro de navios de cruzeiro. Marty e Jessica Ansen. A publicação dizia que eles embarcaram em 2022, descobriram que viver navegando poderia fazer mais sentido financeiramente do que uma residência para idosos e começaram a reservar um cruzeiro atrás do outro. Achei interessante, mas fiquei com aquela dúvida de sempre: Será que essa história ainda é verdadeira? Onde estão eles hoje? Continuaram viajando? Então fui pesquisar. E descobri que a história é ainda mais interessante do que aquela publicação que continua circulando pelas redes sociais. TUDO COMEÇOU EM JUNHO DE 2022 Marty e Jessica já eram passageiros experientes muito antes dessa aventura. Quando o mercado de cruzeiros voltou a operar normalmente depois das restrições da pandemia, os dois decidiram compensar o ...

A NOITE EM ANGRA DOS REIS QUE ME ENSINOU A NUNCA AMADRINHAR BARCOS SEM PRIMEIRO OLHAR O QUE ESTÁ ACONTECENDO FORA DA ENSEADA

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Frequento Angra dos Reis desde 1987. Naquela época, a náutica brasileira era outra. Muito diferente do que vemos hoje. Não existia essa quantidade de barcos, marinas, serviços, marinheiros profissionais, equipamentos eletrônicos e informação disponível na palma da mão. Muita coisa que hoje parece básica nós aprendíamos trabalhando, navegando, observando e, algumas vezes, tomando prejuízo. E uma das lições que nunca esqueci aconteceu em 1996, em Angra dos Reis. Foi ali que aprendi, na prática, uma coisa que continuo repetindo até hoje: AMADRINHAR BARCOS É FÁCIL. SABER ONDE NÃO AMADRINHAR É QUE EXIGE EXPERIÊNCIA . CUNHAMBEBE MIRIM, A FAMOSA ILHA DA MANDALA Naquele ano fomos para a região da Ilha de Cunhambebe Mirim, também conhecida como Ilha da Mandala. Era uma época de festas, encontros e muita movimentação de embarcações na região. Nós chegamos com o barco em que eu trabalhava. Não era meu barco. Era a embarcação do meu patrão e eu estava ali trabalhando, como fiz durante ...

VENDER BARCO NO BRASIL MUDOU: BROKERAGE DE VERDADE EXIGE VISTORIA, SURVEY, SEA TRIAL, DUE DILIGENCE E CONHECIMENTO DA EMBARCAÇÃO ANTES DA VENDA SEGURA. O CLIENTE PRECISA CONHECER O BARCO, NÃO APENAS O ANÚNCIO

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Existe uma diferença comercial enorme entre mostrar fotografias de uma embarcação e realmente colocar o interessado dentro dela. E, sempre que possível, colocar esse cliente para navegar. Quando o comprador entra no barco, senta no posto de comando, observa a visibilidade, caminha pelo convés, percebe os espaços internos, acabamento, ergonomia, ruído e vibração e depois sente a embarcação navegando, ele deixa de comparar apenas: “36 pés contra 36 pés.” Passa a comparar experiências e, principalmente, a condição daquela unidade específica. Isso muda completamente uma negociação. NO SEMINOVO, NÃO EXISTEM DOIS BARCOS EXATAMENTE IGUAIS Mesmo sendo do mesmo estaleiro, modelo e ano, duas embarcações usadas podem estar em condições completamente diferentes. Horas dos motores, histórico de manutenção, eletrônica, gerador, ar-condicionado, baterias, carregadores, inversores, bombas, elétrica, hidráulica, estofamento, marcenaria, casco, equipamentos instalados e a maneira como cada p...