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BERTRAM 57 RETIDA NO PORTO: 48 HORAS DE DUE DILIGENCE QUE EVITARAM UM PREJUÍZO DE MAIS DE R$ 340 MIL

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Existem trabalhos que, mesmo depois de muitos anos, continuam na memória porque mostram exatamente quanto conhecimento técnico, experiência e rapidez podem representar financeiramente. Em 2009, vivi um desses episódios. Naquela época, eu integrava a equipe do Estaleiro Spirit Ferretti e fui designado para uma missão de grande responsabilidade no PortoNave, em Navegantes (SC). A embarcação envolvida era nada menos que uma Bertram 570 Convertible nova, recém-importada para o Brasil. Considerando embarcação, impostos, taxas e demais custos da operação de importação, o investimento chegava a aproximadamente US$ 4,9 milhões. Era uma operação de grande porte. E então surgiu um problema: a Bertram caiu no Canal Vermelho da Receita Federal. O QUE SIGNIFICA CAIR NO CANAL VERMELHO? Em um processo de importação, a Receita Federal pode selecionar a operação para diferentes níveis de conferência aduaneira. No Canal Vermelho, além da análise documental, ocorre a verificação física da mer...

STARTUPS NÁUTICAS GANHAM PALCO NO METSTRADE 2026 E APROXIMAM INOVAÇÃO, INDÚSTRIA E CAPITAL

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Durante muito tempo, inovação na náutica foi associada principalmente ao lançamento de um novo casco, um motor mais eficiente, uma eletrônica mais avançada ou algum equipamento apresentado por um grande fabricante. Esse cenário está mudando. O METSTRADE 2026, que acontece de 17 a 19 de novembro no RAI Amsterdam, na Holanda, está ampliando o espaço dedicado a empresas jovens de tecnologia e aproximando startups, fabricantes, investidores e grandes executivos da indústria náutica mundial. E talvez esse movimento seja mais importante do que simplesmente descobrir qual startup vencerá uma competição. Ele mostra que a inovação náutica está começando a formar um verdadeiro ecossistema empresarial. O METSTRADE ABRIU DUAS ÁREAS EXCLUSIVAS PARA STARTUPS O programa desenvolvido pelo METSTRADE em parceria com a Yachting Ventures chega em 2026 ao quarto ano de colaboração entre as organizações. Nesta edição serão selecionadas 24 startups para exposição. Serão: 16 empresas na Metstrade ...

A MARINA DO FUTURO NÃO VAI APENAS GUARDAR BARCOS — VAI CRIAR NOVOS CLIENTES

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Durante muitos anos, boa parte do mercado enxergou a marina principalmente como um lugar para guardar embarcações. Vaga molhada, vaga seca, abastecimento, manutenção, movimentação de barcos e apoio ao proprietário. Tudo isso continua sendo fundamental. Mas acredito que existe uma oportunidade comercial muito maior: transformar a marina em uma verdadeira porta de entrada para o mercado náutico. Minha parceria com a Marina Pier 33 começou em 2010 e segue firme até hoje. Ao longo desses anos, acompanhei de perto a movimentação da marina e percebi uma coisa que, comercialmente, considero muito importante: nem todo mundo que entra em uma marina precisa chegar lá já sendo proprietário de um barco. E talvez esteja justamente aí uma das grandes oportunidades para o crescimento do nosso mercado. O CLIENTE PODE ENTRAR PELO RESTAURANTE Na Marina Pier 33, por exemplo, uma pessoa pode visitar o local, almoçar no restaurante, comprar alguma coisa na conveniência, fazer um curso de jet sk...

TERMO DE RESPONSABILIDADE: POR QUE A CAPITANIA TRANSFERE UM BARCO SEM VISTORIÁ-LO?

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Quem está há muitos anos no mercado náutico brasileiro provavelmente já percebeu uma mudança importante na relação entre as embarcações de esporte e recreio e a Capitania dos Portos. Eu venho de uma época em que era muito mais comum uma transferência, alteração ou regularização de embarcação envolver uma diligência, uma conferência presencial, alguém indo até o barco, olhando identificação, características e verificando se aquilo que estava nos documentos correspondia ao que realmente estava na água. Hoje, em muitas situações, o procedimento é muito mais documental. Apresentam-se os documentos necessários, formulários, dados da embarcação, fotografias quando exigidas e o chamado Termo de Responsabilidade. E aí existe uma pergunta que considero importante: se ninguém foi até o barco verificar, como sabemos que aquilo que está sendo declarado realmente corresponde à condição da embarcação? Não estou dizendo que a Capitania dos Portos simplesmente deixou de fiscalizar embarcaç...

QUANDO VIREI BROKER, AS PORTAS DAS MARINAS SE FECHARAM — E ISSO MUDOU MINHA CARREIRA

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Durante boa parte da minha vida profissional, entrar em uma marina nunca foi um problema. Na verdade, durante muitos anos eu nem pensava em portaria. Eu chegava, entrava, fazia o meu trabalho e seguia a vida. Foram anos navegando pelo Brasil como capitão. Depois vieram os anos trabalhando diretamente com a Ferretti. Eu circulava por marinas, iates clubes, estaleiros, oficinas e embarcações de clientes praticamente sem dificuldades. Até que, no final de 2009, eu saí da Ferretti e comecei a trabalhar por conta própria. Foi aí que descobri uma coisa curiosa sobre o mercado náutico brasileiro: eu continuava sendo o mesmo profissional, mas a forma como o mercado me enxergava tinha mudado. E muitas portas começaram a se fechar. ANTES DE SER BROKER, EU JÁ VIVIA DENTRO DAS MARINAS Minha história profissional não começou em 2009. Muito antes disso, passei aproximadamente 16 anos como capitão do barco do Maricange. Naquela época eu viajava pelo Brasil inteiro. Entrava em marina no Su...