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MARINAS DO FUTURO: IA, CIBERSEGURANÇA E MAIS DE € 1 BILHÃO EM INVESTIMENTOS REDESENHAM O SETOR

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Durante muito tempo, falar em infraestrutura de uma marina significava falar de píeres, energia elétrica, água, combustível, segurança, estacionamento e serviços de manutenção. Esse conceito está ficando pequeno. A próxima geração de marinas deverá incorporar inteligência artificial, redes de dados, cibersegurança, gestão energética, novos materiais, biodiversidade, descarbonização e modelos sofisticados de financiamento. E essa transformação estará no centro da sexta edição do Monaco Smart & Sustainable Marina Rendezvous, marcada para os dias 20 e 21 de setembro de 2026, no Yacht Club de Monaco. A programação mais recente reúne profissionais e especialistas de cerca de 30 países, entre gestores de marinas, investidores, arquitetos, capitães, empresas de tecnologia e representantes da indústria náutica. Mais do que discutir como construir novos píeres, o encontro mostra uma transformação maior: a marina está deixando de ser apenas um lugar onde o barco fica para se torn...

FALÊNCIA DE ESTALEIRO MOSTRA POR QUE BARCO NOVO TAMBÉM EXIGE DUE DILIGENCE

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COMPRADORES DA KADEY-KROGEN E AMERICAN TUGS HAVIAM FEITO PAGAMENTOS EXPRESSIVOS POR EMBARCAÇÕES AINDA EM CONSTRUÇÃO Comprar um barco zero quilômetro diretamente de um estaleiro tradicional pode transmitir uma sensação de segurança muito maior do que adquirir uma embarcação usada. Mas a liquidação da Kadey-Krogen Yachts, de sua controladora KKY Holdings e da American Tugs mostra que essa segurança não pode ser presumida. As três empresas entraram voluntariamente com pedido de Chapter 7, modalidade da legislação americana destinada à liquidação dos ativos, em 6 de julho de 2026. Não se trata, portanto, de uma reorganização operacional nos moldes do Chapter 11.  O COMPRADOR JÁ HAVIA PAGO CERCA DE 40% Um dos casos relatados pela Trade Only Today envolve um comprador de uma American Tug 435, contratada no segundo semestre de 2025. Quando recebeu a notícia da falência, ele afirma que aproximadamente 40% do preço contratado já havia sido pago. O barco ainda estava em construçã...

MOEDA SOB O MASTRO: A SUPERSTIÇÃO MILENAR DOS MARUJOS QUE TRANSFORMOU UMA SIMPLES MOEDA EM PROTEÇÃO, TRAVESSIA E PASSAGEM PARA O ALÉM

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MOEDA SOB O MASTRO: O PEDÁGIO PARA O ALÉM Imagine terminar a construção de um veleiro e, antes de instalar o mastro principal, esconder uma moeda exatamente sob sua base. Não para gastar. Não para ser encontrada. Mas para permanecer ali durante toda a vida do barco. Essa é uma das tradições mais antigas e curiosas do mundo marítimo. Durante séculos, construtores e marinheiros colocaram moedas sob o chamado mast step — a estrutura onde o mastro é apoiado. Achados arqueológicos em antigos naufrágios romanos mostram que a prática realmente existiu e atravessou diferentes épocas da história. Mas por quê? Uma das explicações mais fascinantes nos leva diretamente à mitologia greco-romana. Segundo a crença, após a morte, as almas precisavam atravessar o mundo dos mortos conduzidas por Caronte, o barqueiro do submundo. Para fazer a travessia, era necessário pagar uma moeda. Por isso surgiu a interpretação de que a moeda escondida sob o mastro funcionaria como uma espécie de “seguro...

O MISTÉRIO DAS BANANAS A BORDO: COMO UMA FRUTA COMUM VIROU SÍMBOLO DE AZAR, MEDO E SUPERSTIÇÃO ENTRE MARINHEIROS, PESCADORES E DONOS DE BARCOS NO MAR.

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O MISTÉRIO DAS BANANAS A BORDO Você entraria em um barco carregando uma banana? Parece brincadeira, mas para muitos pescadores e marinheiros isso ainda é praticamente uma provocação aos deuses do mar. Entre as antigas superstições náuticas, poucas sobreviveram tão bem quanto esta: BANANA A BORDO DÁ AZAR . Mas de onde surgiu essa história? Não existe uma única explicação comprovada. O que existe é uma mistura fascinante de comércio marítimo, pescaria, animais peçonhentos e histórias passadas de geração em geração. BARCOS QUE NÃO PODIAM PERDER TEMPO Nos primeiros tempos do transporte comercial de bananas, a fruta precisava chegar ao destino antes de amadurecer demais. Isso significava viagens rápidas e pouca disposição para parar ou reduzir a velocidade para pescar. Com o tempo, nasceu uma associação curiosa: barco com banana = barco sem peixe. E daí para dizer que banana "espanta peixe" foi um pulo. OS PASSAGEIROS CLANDESTINOS Talvez esta seja uma das explicações m...

ESTALEIRO, DEALER, BROKERAGE, CONSULTORIA, SURVEY… QUEM É QUEM NO MERCADO NÁUTICO?

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O mercado náutico é muito maior do que simplesmente “quem fabrica” e “quem vende” um barco Durante muitos anos, principalmente aqui no Brasil, o mercado náutico acabou simplificando demais algumas funções. Tem o estaleiro, que fabrica o barco. Tem o representante da marca, que vende o barco novo. E tem o broker, normalmente associado à compra e venda de embarcações usadas e seminovas. Só que o mercado internacional mostra uma estrutura muito mais ampla. E isso é importante porque, quando colocamos todo mundo dentro da mesma definição de “vendedor de barcos”, acabamos misturando atividades que possuem responsabilidades, objetivos e até conflitos de interesse completamente diferentes. Depois de quase quatro décadas trabalhando dentro da náutica, eu vejo cada vez mais necessidade de explicar essas diferenças. Porque uma coisa é fabricar. Outra é representar uma marca. Outra é vender. Outra é aconselhar quem está comprando. Outra é inspecionar tecnicamente. E outra completament...