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CAUDWELL AX300: UM NOVO POPA DIESEL ENTRA NA DISPUTA DOS 300 HP

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O mercado de motores de popa de alta potência continua amplamente dominado pela gasolina. Mas existe um segmento bem mais específico, voltado principalmente às aplicações comerciais, profissionais e de utilização intensiva, no qual o diesel também chegou aos 300 hp. E em 2026 esse segmento ganhou mais um nome. A Caudwell Marine, sediada no Reino Unido, está realizando o lançamento faseado do AX300 Diesel, um novo motor de popa desenvolvido especialmente para operadores profissionais e comerciais. O produto chega a uma categoria onde dois outros fabricantes já possuem motores de 300 hp: a Cox Marine, com o CXO300, e a sueca OXE Marine, com o OXE300. O NOVO CAUDWELL AX300 Apesar da denominação AX300, a ficha técnica divulgada atualmente pela Caudwell informa 290 hp de potência máxima no hélice. O conjunto utiliza um V6 turbodiesel de 3,0 litros, sistema de arrefecimento fechado com glicol e uma transmissão eletro-hidráulica de dupla embreagem desenvolvida em parceria com a ZF...

42 ANOS DEPOIS: A TRAVESSIA DE AMYR KLINK VOLTA AO MAR, AO CINEMA E CHEGA À PRÉ-SELEÇÃO DO OSCAR

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Em 1984, Amyr Klink atravessou sozinho o Atlântico Sul em um barco a remo de menos de seis metros. Quarenta e dois anos depois, sua história voltou ao centro das atenções: ganhou um filme dirigido por Carlos Saldanha, chegou à lista final brasileira para o Oscar 2027 e inspirou outro brasileiro a partir da Namíbia e cruzar novamente o oceano a remo. Existem histórias que o tempo não apaga. Algumas, pelo contrário, ficam ainda maiores quando conseguimos olhar para elas com a distância dos anos. Em 1984, Amyr Klink deixou Lüderitz, na Namíbia, sozinho, a bordo de um pequeno barco a remo chamado I.A.T. Sem motor. Sem vela. Sem GPS. O objetivo era atravessar o Atlântico Sul e chegar ao Brasil. Cem dias depois, em 18 de setembro de 1984, Amyr alcançava a Praia da Espera, na Bahia, concluindo uma travessia de aproximadamente 3.500 a 3.700 milhas náuticas que entraria para a história da navegação brasileira. O feito deu origem ao livro Cem Dias Entre Céu e Mar, publicado posterior...

WILHELM GUSTLOFF: MAIS DE 9 MIL MORTOS NO BÁLTICO — O NAUFRÁGIO DE 1945 QUE ENTROU PARA A HISTÓRIA COMO UMA DAS MAIORES TRAGÉDIAS MARÍTIMAS

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Quando se fala em grandes naufrágios, o primeiro nome que normalmente vem à cabeça é o Titanic. Mas, durante a Segunda Guerra Mundial, uma tragédia no Mar Báltico deixou um número de vítimas várias vezes maior. Na noite de 30 de janeiro de 1945, o navio alemão Wilhelm Gustloff foi atingido por três torpedos disparados pelo submarino soviético S-13. A bordo estavam milhares de pessoas. Civis, mulheres, crianças, militares, feridos, integrantes da Marinha alemã e tripulantes tentavam deixar uma região já ameaçada pelo avanço soviético. Estima-se que mais de 9 mil pessoas tenham morrido naquela noite. O episódio é considerado uma das maiores tragédias marítimas já registradas e, em número de vítimas no afundamento de uma única embarcação, supera amplamente o Titanic. UM NAVIO CONSTRUÍDO PARA O TURISMO O Wilhelm Gustloff foi lançado em 1937. Construído na Alemanha, tinha sido projetado originalmente como navio de passageiros para o programa Kraft durch Freude, ou “Força pela Al...

AZIMUT 55S 2014 — O DIA EM QUE FUI RECEBER UMA DAS ESPORTIVAS MAIS TECNOLÓGICAS DA ÉPOCA

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Porto de Itajaí/SC, Terminal TEPORTI — 31 de março de 2014. Algumas histórias ficam guardadas na memória. Outras ficam guardadas em fotos, relatórios e anotações. Essa ficou nos dois lugares. Em março de 2014 fui ao Terminal TEPORTI, no Porto de Itajaí, para receber tecnicamente uma Azimut 55S 2014, destinada à First. Não era a primeira vez que eu fazia esse tipo de trabalho. Naquele período eu já tinha acompanhado o recebimento de diferentes embarcações importadas em portos de Santa Catarina. Pershing, Bertram, Beneteau, Azimut e outros barcos chegaram de navio e, em várias dessas operações, eu estava lá para acompanhar o desembarque, conferir a embarcação e verificar aquilo que efetivamente estava sendo entregue ao cliente. Hoje, olhando as fotografias daquela 55S, vejo capacete, colete, credencial portuária, barco ainda fora d'água, proteções de transporte e gente trabalhando ao redor. Naquele dia era trabalho. Hoje também é história. UMA AZIMUT BEM DIFER...

POR QUE A MAIORIA DOS BARCOS É BRANCA? DO GELCOAT À TEMPERATURA DO CASCO, HÁ MUITO MAIS EXPERIÊNCIA NÁUTICA NESSA ESCOLHA DO QUE PARECE

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Esses dias assisti a um vídeo da Boats.co.uk mostrando uma Fairline Targa 40 fora d’água. Enquanto caminhava ao lado da embarcação, a apresentadora levantou uma curiosidade interessante: por que a grande maioria dos barcos é branca? É uma pergunta simples, mas quem está há muitos anos no mercado náutico já viu isso se repetir em praticamente todos os estaleiros. Ao longo da minha trajetória trabalhei e acompanhei embarcações de diferentes fabricantes, entre eles Intermarine, Ferretti e Cabrasmar. Modelos mudaram, linhas de casco evoluíram, acabamentos ficaram mais sofisticados e novas cores apareceram, mas o branco permaneceu como a grande referência da indústria. Às vezes mais puro, às vezes puxando discretamente para outro tom. A própria Ferretti, em determinadas épocas e modelos com os quais trabalhei, utilizou tonalidades ligeiramente diferentes daquele branco absoluto. Mas o princípio continuava o mesmo. E isso não é somente estética. NA MAIORIA DAS LANCHAS DE FIBRA, N...