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VOCÊ SABIA QUE O NOVO IATE DO NEYMAR NASCEU COMO UM REBOCADOR? E QUANTO CUSTA ABASTECER O IATE?

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Essa foi uma das curiosidades compartilhadas pelo @pehmdias que está acompanhando de perto esse projeto impressionante. O casco, originalmente construído para operações de trabalho no mar, passou por uma transformação completa até se tornar um dos maiores e mais sofisticados superiates já vistos no litoral brasileiro.  Hoje, o Enejota possui aproximadamente: - 46 metros de comprimento (150 pés) - Cerca de 800 m² de área útil - 6 suítes de alto padrão - Heliponto - 4 motores Caterpillar de aproximadamente 1.450 HP cada, somando cerca de 5.800 HP - Propulsão por hidrojatos, substituindo as hélices convencionais.  Agora vem a parte que mais impressiona. O tanque de combustível comporta aproximadamente 83 mil litros. Segundo o Pedrinho, após a limpeza dos tanques, a embarcação passará a utilizar diesel Verana, um combustível de melhor qualidade, que contribui para uma queima mais limpa e menos emissão de poluentes. Fazendo uma conta simples... Com o diesel Verana na fa...

TESTE DE MAR: MUITO ALÉM DE UMA SIMPLES VOLTA DE BARCO

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O que realmente é avaliado durante um teste de mar profissional? Por Ney Broker Quando um comprador agenda um teste de mar, é comum ouvir a seguinte frase: "Vamos dar uma voltinha para ver se o barco está bom." Depois de 38 anos trabalhando no mercado náutico brasileiro, posso afirmar que um teste de mar profissional está muito longe de ser apenas uma volta de barco. Na realidade, essa é uma das etapas mais importantes durante a compra de uma embarcação seminova. É nesse momento que motores, transmissões, comandos eletrônicos, direção, sistemas hidráulicos e diversos outros equipamentos passam a trabalhar sob carga, revelando comportamentos que dificilmente apareceriam com a embarcação parada na marina. Por isso quero compartilhar com voces um pouco do teste de mar desta Azimut 58 Fly, ano 2011, equipada com dois motores MAN R6-800 de 800 HP cada, transmissão por eixo, comandos eletrônicos e direção hidráulica. Mais do que registrar números de velocidade, o objeti...

COMO UMA FERRETTI 83 EXIGIU 21 DIAS DE INSPEÇÃO, 25 ESPECIALISTAS E UM DOSSIÊ COMPLETO DE DUE DILIGENCE NAVAL

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Muita gente acredita que comprar uma embarcação de alto padrão resume-se a um teste de mar e uma rápida avaliação dos motores. A realidade é completamente diferente. Uma Ferretti 83 é uma verdadeira obra-prima da engenharia naval. São dezenas de milhares de componentes trabalhando de forma integrada: motores, transmissões, geradores, estabilizadores, sistemas hidráulicos, quilômetros de cabos elétricos, equipamentos eletrônicos, climatização, automação, sistemas de navegação e uma infinidade de acessórios. Na prática, estamos falando de uma mansão de luxo flutuante, onde cada detalhe precisa ser analisado antes da assinatura de um contrato de milhões de reais. Foi exatamente esse o desafio que enfrentamos durante a Due Diligence Naval desta embarcação. Foram 21 dias de trabalho, envolvendo 25 profissionais, centenas de horas de inspeção e uma metodologia rigorosa de análise técnica, documental e patrimonial. A operação 15 dias de inspeções técnicas em campo Dura...

RUMO AO MAR AMERICANO: COMO O BRASIL CONQUISTOU UM DOS MERCADOS NÁUTICOS MAIS EXIGENTES DO MUNDO

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Ah, o mar aberto! Para quem vive com o pé no convés e o coração sincronizado com a tábua de marés, navegar é muito mais do que lazer. É engenharia, planejamento, respeito às forças da natureza e paixão pelo mar. Nos últimos anos, uma mudança silenciosa começou a chamar a atenção dos maiores mercados náuticos do mundo. Embarcações produzidas no Brasil passaram a ocupar espaço cada vez mais relevante nas marinas americanas. O que antes era visto como um mercado regional tornou-se referência internacional em design, construção e excelente relação custo-benefício. Mas afinal, como os estaleiros brasileiros conquistaram um público tão exigente quanto o americano? Ajuste o rumo e venha entender essa travessia. Os grandes embaixadores da náutica brasileira Quando se fala em exportação de embarcações, o Brasil possui verdadeiros protagonistas. A Schaefer Yachts, sediada em Santa Catarina, consolidou-se como uma das maiores exportadoras da América Latina, destinando uma parcela sign...

NAUFRÁGIO DO COSTA CONCORDIA: O DIA EM QUE O MAIOR ERRO ESTAVA NA PONTE DE COMANDO

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Por Ney Broker Durante os meus 38 anos no mercado náutico, aprendi uma lição que o mar repete diariamente: na maioria dos grandes acidentes, o verdadeiro problema não está na embarcação. Está nas decisões tomadas por quem está na ponte de comando. Motores quebram. Equipamentos falham. Tempestades aparecem. Mas quase sempre existe uma sequência de pequenas decisões equivocadas que começa muito antes do primeiro impacto. Foi exatamente isso que aconteceu com o Costa Concordia. Depois de assistir ao documentário lançado pela Netflix, resolvi pesquisar muito além do filme. Consultei reportagens internacionais, documentos técnicos e análises publicadas ao longo dos últimos anos. Quanto mais eu estudava aquele acidente, mais convicto ficava de que o mar foi apenas o cenário da tragédia. O verdadeiro desastre começou muito antes do casco tocar as pedras. Um gigante que não deveria estar ali Na noite de 13 de janeiro de 2012, o Costa Concordia navegava pelo Mar Tirreno transportand...

A NOITE DE CARNAVAL EM BIGUAÇU: O INCÊNDIO, O RESGATE E A LIÇÃO QUE O MAR DEIXOU

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Existem histórias que o tempo não apaga. Algumas ficam gravadas na memória pelo perigo. Outras, pelas vidas que cruzam o nosso caminho. E há aquelas que nos lembram, de forma dolorosa, o verdadeiro valor da vida. A noite de 4 de março de 2025, última noite de Carnaval, foi uma delas. Já estávamos encerrando o expediente na marina. Eu, o gerente da marina e a responsável pela conveniência nos preparávamos para ir embora quando, de repente, o vigia correu em nossa direção e gritou, completamente aflito: — "Tem um barco pegando fogo lá na baía, perto da entrada do canal do Rio Biguaçu !" Naquele instante, não havia tempo para pensar. Pegamos os extintores que encontramos pelo caminho. A responsável pela conveniência ajudou a transportar os extintores até o bote de resgate. Enquanto isso, eu, o gerente da marina e dois vigilantes embarcávamos para seguir imediatamente em direção ao incêndio. Em poucos minutos, já navegávamos pelo canal do Rio Biguaçu rumo ao local da ...

TRÊS ERROS DE INICIANTE: A VIAGEM QUE ME LEMBROU QUE O MAR NÃO PERDOA O EXCESSO DE CONFIANÇA

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Durante mais de três décadas navegando pela costa brasileira, aprendi uma lição que repito sempre aos meus clientes: o mar não faz distinção entre um comandante experiente e um marinheiro de primeira viagem. Basta uma sequência de decisões equivocadas para transformar uma travessia tranquila em uma verdadeira prova de resistência. E foi exatamente isso que aconteceu comigo em janeiro de 2017. Naquele dia, fui contratado para realizar a vistoria técnica de uma Intermarine 43, localizada na praia da Tabatinga, litoral norte de São Paulo. Depois de uma inspeção completa, testes de navegação e verificação dos principais sistemas da embarcação, apresentei meu parecer ao comprador. A embarcação foi aprovada. Como eu já estava no local e o destino final seria Balneário Camboriú (SC), resolvi fazer eu mesmo o traslado navegando. Hoje, olhando para trás, percebo que aquela viagem começou com três decisões que jamais repetiria. Erro nº 1 — Navegar sozinho Quem...