quarta-feira, 8 de julho de 2026

O NOVO IATE DO NEYMAR - ENEJOTA

O que se sabe até agora sobre o novo iate associado a Neymar

O novo superiate amplamente associado a Neymar Jr. já é um dos assuntos mais comentados do mercado náutico brasileiro.

Com aproximadamente 46 metros (150 pés), a embarcação está avaliada entre R$ 120 milhões e R$ 150 milhões, conforme diferentes publicações especializadas.

Outro tema que movimentou o setor foi sua origem. Enquanto parte da imprensa o apresenta como um novo superiate brasileiro, profissionais da indústria naval afirmam que ele teria sido originalmente um FSV (Fast Supply Vessel) e passou por um retrofit radical até se transformar em um iate de luxo. Até o momento, essa informação ainda é tratada como relato de profissionais do mercado, sem confirmação oficial.

Uma coisa é certa: o projeto colocou a engenharia naval brasileira em evidência e reacendeu uma discussão importante sobre a diferença entre refit e retrofit.

Agora surge outra curiosidade:

Onde esse superiate ficará baseado?

Muitos apostam em Angra dos Reis, tradicional destino dos grandes iates no Brasil. Mas existe também a possibilidade de ele navegar com frequência pelo litoral de Santa Catarina, estado que vem se consolidando como um dos principais polos náuticos do país. Além disso, Neymar mantém forte ligação com a região, frequentando o litoral catarinense e tendo presença constante em cidades como Balneário Camboriú e Itapema.

E você, onde acredita que esse superiate será visto com mais frequência: Angra dos Reis ou o litoral de Santa Catarina?

Ney Broker
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#neymar #Enejota #inace #retrofit

TRÊS VALORES DIFERENTES PARA O MESMO BARCO

Os 3 Preços de um Barco: A Verdade que Todo Proprietário Precisa Entender

Existe uma realidade que todo broker experiente conhece, mas que poucos proprietários conseguem enxergar logo no início do processo de venda.

Quando uma embarcação entra no mercado de usados, ela passa a ter três preços diferentes:

O preço que o proprietário acredita que ela vale.

O preço que o broker sabe que o mercado está disposto a pagar.

O preço que o comprador gostaria de pagar.

É justamente a distância entre esses três valores que determina se um barco será vendido rapidamente ou permanecerá meses — às vezes anos — anunciado.

O preço do proprietário: o valor das histórias

Para quem é dono, um barco nunca é apenas um bem material.

Ele representa viagens inesquecíveis, momentos em família, investimentos em melhorias, manutenção cuidadosa e inúmeras experiências vividas a bordo.

Esse vínculo emocional é natural. O problema surge quando essas lembranças passam a fazer parte do preço de venda.

O mercado não remunera memórias. Ele avalia estado de conservação, histórico de manutenção, motorização, equipamentos, ano de fabricação, liquidez e oferta disponível.

O preço do comprador: oportunidade

Do outro lado está o comprador.

Ele pesquisa dezenas de embarcações, compara preços e procura identificar oportunidades reais de mercado.

Quando percebe um proprietário pressionado pelos custos de marina, seguro ou manutenção, naturalmente tenta negociar valores mais baixos.

Faz parte do jogo.

O comprador não está adquirindo a história do barco; está comprando um ativo. E todo ativo possui um valor de mercado.

O preço do broker: dados, experiência e realidade

É exatamente nesse ponto que entra o trabalho do broker.

Uma avaliação profissional não é baseada nos anúncios publicados na internet, mas principalmente nas negociações que realmente aconteceram e no comportamento atual do mercado.

Além disso, são considerados fatores como:

Histórico de vendas semelhantes;

Liquidez daquele modelo;

Estado estrutural e mecânico;

Equipamentos instalados;

Documentação;

Custos futuros para o comprador;

Momento econômico do mercado náutico.

O objetivo não é desvalorizar a embarcação, mas posicioná-la corretamente para atrair compradores qualificados.

O broker experiente entende que anunciar pelo preço certo não significa vender barato. Significa vender dentro da realidade do mercado.

O custo invisível de esperar

Um dos erros mais comuns é pensar:

"Não tenho pressa. Vou esperar aparecer alguém que pague o que estou pedindo."

Enquanto o barco permanece anunciado, os custos continuam.

Marina, seguro, manutenção preventiva, revisões, limpeza, depreciação natural e perda de atratividade diante de novos anúncios fazem parte do chamado custo de carregamento.

Em muitos casos, o proprietário acaba gastando, ao longo do tempo, um valor semelhante — ou até superior — ao desconto que recusou conceder no início da negociação.

Tempo também custa dinheiro.

A venda inteligente

Vender bem não significa aceitar qualquer oferta.

Também não significa insistir em um preço que o mercado não reconhece.

A melhor estratégia é encontrar o ponto de equilíbrio entre o interesse do proprietário e a realidade do mercado.

Quando a embarcação é anunciada pelo valor correto, ela recebe mais visitas, desperta maior interesse e aumenta significativamente a probabilidade de uma negociação segura e rápida.

No mercado náutico, preço não é opinião.

Preço é resultado de conhecimento, experiência, dados e leitura de mercado.

É exatamente isso que diferencia um anúncio comum de uma venda bem-sucedida.

"No mercado náutico, o melhor negócio não acontece quando alguém paga mais. Acontece quando vendedor e comprador fecham um negócio justo, sustentado por uma avaliação técnica e pela realidade do mercado."

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PORQUE OS PREÇOS DOS BARCOS SEMINOVOS AINDA CONTINUAM NAS ALTURAS


Por que os barcos usados continuam tão caros e o que vem por aí?

Se você acompanha o mercado náutico brasileiro, certamente já percebeu um cenário intrigante. Antes da pandemia, uma embarcação consagrada como a Intermarine 56 (ano 2006) era negociada na faixa de R$ 1 milhão. 

Hoje, após a maior valorização da história recente do setor, não é raro encontrar o mesmo modelo anunciado por valores próximos de R$ 3 milhões.

Para o comprador, essa conta muitas vezes parece não fazer sentido. Para o proprietário, ela parece totalmente justificável.

Como o mercado chegou a esse ponto? E por que tantos barcos continuam anunciados por valores tão elevados, mesmo com a redução do ritmo das vendas?

Como broker, acompanho diariamente esse cenário e acredito que entender os fatores econômicos e comportamentais por trás dessa realidade é fundamental para quem deseja comprar ou vender uma embarcação com inteligência.

O efeito da pandemia: a tempestade perfeita

Entre 2020 e 2023, o mercado náutico viveu uma situação inédita. A combinação de diversos fatores provocou uma valorização excepcional tanto dos barcos novos quanto dos usados.

Os principais fatores foram:

- O isolamento social fez com que muitas famílias de alta renda buscassem no barco uma forma segura de lazer e privacidade.

- A indústria mundial sofreu com falta de matéria-prima, motores, componentes eletrônicos e mão de obra especializada. Em muitos casos, a espera por um barco novo ultrapassou dois ou três anos.

- Sem oferta suficiente de embarcações novas, a procura migrou para o mercado de usados. Pela primeira vez, barcos com muitos anos de uso passaram a ser vendidos por valores superiores aos praticados antes da pandemia.

Nesse período, diversos proprietários adquiriram embarcações para reformar. 
O problema é que essas reformas ocorreram justamente no momento em que materiais, equipamentos e mão de obra atingiram seus maiores preços.

Hoje, muitos desses barcos estão completamente revitalizados, porém carregam um custo de investimento extremamente elevado.

A psicologia do proprietário

Uma pergunta frequente é:

Se a pandemia acabou, por que tantos vendedores ainda mantêm preços tão altos?

A resposta passa pela economia comportamental.

1. O custo afundado

Quem investiu milhões na compra e na reforma naturalmente acredita que esse valor deve ser recuperado na venda.

Entretanto, o mercado raramente remunera integralmente reformas, principalmente em embarcações com muitos anos de uso.

O comprador avalia o barco pelo valor de mercado atual, e não pelo valor investido pelo proprietário.

2. A ancoragem de preço

Muitos vendedores ainda utilizam como referência os valores extraordinários praticados durante o auge da pandemia.

Esse fenômeno faz com que o proprietário prefira manter a embarcação anunciada por meses — ou até anos — em vez de aceitar uma proposta compatível com o mercado atual.

3. O aumento permanente dos barcos novos

Ao mesmo tempo, é importante reconhecer que parte da valorização veio para ficar.

Os custos industriais aumentaram, novas tecnologias passaram a equipar as embarcações e os estaleiros elevaram seus preços.

Isso cria uma percepção de que o barco usado também deve acompanhar essa valorização, embora nem sempre essa relação seja proporcional.

O cenário internacional

Esse comportamento não acontece apenas no Brasil.

Estados Unidos

Os estoques das revendas cresceram significativamente e os juros elevados reduziram o número de compradores financiando embarcações.

Em vários segmentos, principalmente nas embarcações de menor porte, já existe maior espaço para negociação.

Europa

Os custos de marinas, seguros e manutenção continuam elevados.

Manter um barco parado representa um compromisso financeiro importante, levando muitos proprietários a reverem suas expectativas de preço para concluir uma venda.

Brasil

O mercado brasileiro vive um período de transição.

Existe boa oferta de embarcações seminovas, mas muitas negociações só são concluídas quando vendedor e comprador conseguem alinhar expectativas.

Um ponto importante é diferenciar preço anunciado de preço efetivamente negociado. Em muitos casos, existe uma diferença significativa entre ambos.

O que deve acontecer nos próximos anos?

O mercado náutico é cíclico.

Assim como ocorreu durante a valorização acelerada da pandemia, a tendência é que os preços encontrem gradualmente um novo equilíbrio.

Alguns fatores contribuem para isso:

- O elevado custo de manter uma embarcação parada na marina.

- A normalização da produção dos estaleiros.

- Um comprador mais paciente, com mais opções disponíveis para comparar.

- O aumento do tempo médio necessário para vender embarcações anunciadas acima do preço de mercado.

Isso não significa que todos os barcos irão desvalorizar.

Embarcações muito bem conservadas, com excelente histórico, baixa motorização, marcas consolidadas e projetos desejados tendem a preservar melhor seu valor.

Por outro lado, barcos anunciados muito acima da realidade podem permanecer longos períodos sem encontrar comprador.

O veredito

Para quem pretende comprar, o momento favorece a negociação.

Quem possui liquidez, pesquisa o mercado e conta com orientação profissional tem boas chances de encontrar excelentes oportunidades.

Para quem deseja vender, o maior aliado continua sendo o realismo.

O mercado não determina o valor de uma embarcação pelo quanto foi investido nela, mas pelo quanto compradores estão efetivamente dispostos a pagar naquele momento.

Conclusão

O mercado náutico vive hoje uma verdadeira queda de braço.

De um lado, proprietários que investiram pesado durante a pandemia e esperam recuperar todo o capital aplicado.

Do outro, compradores muito mais criteriosos, com maior poder de negociação e acesso a um número crescente de embarcações disponíveis.

No fim das contas, o mercado sempre encontra seu ponto de equilíbrio.

Minha missão como broker não é simplesmente anunciar barcos.

É interpretar o mercado, aproximar expectativas, orientar compradores e vendedores com transparência e construir negócios sólidos para ambas as partes.

Quem entende o momento do mercado vende melhor.

Quem sabe esperar compra melhor.

E quem conhece os números fecha os melhores negócios.

Nos vemos na água.

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AVISO AOS NAVEGANTES

Estamos de volta ao mar!

Em 2018, encerrei as publicações deste blog e o mantive no ar como um acervo da minha trajetória no mercado náutico.

Hoje tenho a satisfação de anunciar que o Blog do Ney Broker está oficialmente de volta.

Nestes últimos anos continuei navegando, realizando testes de mar, vistorias técnicas, negociações, due diligence, avaliações de embarcações e acumulando novas experiências que merecem ser compartilhadas.

A partir de agora, este espaço será atualizado regularmente com histórias reais, análises técnicas, curiosidades, dicas para proprietários, experiências de quase quatro décadas no mercado náutico e informações que possam ajudar quem ama o mar ou pretende comprar, vender ou manter uma embarcação.

Alguns artigos antigos serão revisados e atualizados para refletir o conhecimento e a experiência adquiridos ao longo dos anos, preservando a história deste blog.

Obrigado a todos que continuam acompanhando meu trabalho.

Sejam muito bem-vindos de volta a bordo!

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NOVO OU RETROFIT? A POLÊMICA DO SUPERIATE ASSOCIADO A NEYMAR


O superiate de aproximadamente 46 metros (150 pés) associado ao Neymar movimentou o mercado náutico. Mas a maior discussão não é o valor estimado em R$ 150 milhões.

A dúvida é outra: afinal, trata-se de um barco novo ou de um retrofit?

Nas redes sociais, muitos afirmam que a embarcação nasceu de uma plataforma existente e passou por uma transformação completa. Outros defendem que ela foi construída pela INACE como um superiate desde o início.

Até o momento, não há uma confirmação técnica pública que encerre essa discussão.

Independentemente da origem, uma coisa é certa: projetos desse porte exigem engenharia naval de alto nível, planejamento e rigor técnico.

Como profissional do setor, acredito que o mais importante não é saber se começou do zero ou de uma plataforma existente, mas reconhecer a capacidade da indústria naval brasileira em entregar embarcações desse nível.

E você, acredita que é um superiate totalmente novo ou resultado de um grande retrofit? Deixe sua opinião nos comentários.

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