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QUANDO VIREI BROKER, AS PORTAS DAS MARINAS SE FECHARAM — E ISSO MUDOU MINHA CARREIRA

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Durante boa parte da minha vida profissional, entrar em uma marina nunca foi um problema. Na verdade, durante muitos anos eu nem pensava em portaria. Eu chegava, entrava, fazia o meu trabalho e seguia a vida. Foram anos navegando pelo Brasil como capitão. Depois vieram os anos trabalhando diretamente com a Ferretti. Eu circulava por marinas, iates clubes, estaleiros, oficinas e embarcações de clientes praticamente sem dificuldades. Até que, no final de 2009, eu saí da Ferretti e comecei a trabalhar por conta própria. Foi aí que descobri uma coisa curiosa sobre o mercado náutico brasileiro: eu continuava sendo o mesmo profissional, mas a forma como o mercado me enxergava tinha mudado. E muitas portas começaram a se fechar. ANTES DE SER BROKER, EU JÁ VIVIA DENTRO DAS MARINAS Minha história profissional não começou em 2009. Muito antes disso, passei aproximadamente 16 anos como capitão do barco do Maricange. Naquela época eu viajava pelo Brasil inteiro. Entrava em marina no Su...

SEM TROCAR O MOTOR: COMBUSTÍVEL RENOVÁVEL CHEGA À BOMBA DA MARINA E ABRE NOVO CAMINHO PARA OS BARCOS A DIESEL

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A transição energética no mercado náutico costuma aparecer acompanhada de motores elétricos, enormes bancos de baterias, sistemas híbridos e embarcações projetadas praticamente do zero. Mas uma experiência que acaba de ganhar espaço no Reino Unido mostra outro caminho — muito mais próximo da realidade de milhares de proprietários que já possuem barcos equipados com motores diesel. O Falmouth Harbour, na Cornualha, começou a comercializar diretamente para embarcações comerciais e de lazer o HVO — Hydrotreated Vegetable Oil, ou óleo vegetal hidrotratado, utilizado como alternativa renovável ao diesel marítimo convencional. E talvez a parte mais importante da notícia seja justamente esta: em motores devidamente homologados, não é necessário trocar a motorização do barco para começar a utilizar o combustível. O porto passou aproximadamente um ano testando HVO em sua própria frota de embarcações de trabalho antes de disponibilizá-lo aos demais usuários. Agora, proprietários pode...

STARTUPS NÁUTICAS GANHAM PALCO NO METSTRADE 2026 E APROXIMAM INOVAÇÃO, INDÚSTRIA E CAPITAL

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Durante muito tempo, inovação na náutica foi associada principalmente ao lançamento de um novo casco, um motor mais eficiente, uma eletrônica mais avançada ou algum equipamento apresentado por um grande fabricante. Esse cenário está mudando. O METSTRADE 2026, que acontece de 17 a 19 de novembro no RAI Amsterdam, na Holanda, está ampliando o espaço dedicado a empresas jovens de tecnologia e aproximando startups, fabricantes, investidores e grandes executivos da indústria náutica mundial. E talvez esse movimento seja mais importante do que simplesmente descobrir qual startup vencerá uma competição. Ele mostra que a inovação náutica está começando a formar um verdadeiro ecossistema empresarial. O METSTRADE ABRIU DUAS ÁREAS EXCLUSIVAS PARA STARTUPS O programa desenvolvido pelo METSTRADE em parceria com a Yachting Ventures chega em 2026 ao quarto ano de colaboração entre as organizações. Nesta edição serão selecionadas 24 startups para exposição. Serão: 16 empresas na Metstrade ...

MARINAS DO FUTURO: IA, CIBERSEGURANÇA E MAIS DE € 1 BILHÃO EM INVESTIMENTOS REDESENHAM O SETOR

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Durante muito tempo, falar em infraestrutura de uma marina significava falar de píeres, energia elétrica, água, combustível, segurança, estacionamento e serviços de manutenção. Esse conceito está ficando pequeno. A próxima geração de marinas deverá incorporar inteligência artificial, redes de dados, cibersegurança, gestão energética, novos materiais, biodiversidade, descarbonização e modelos sofisticados de financiamento. E essa transformação estará no centro da sexta edição do Monaco Smart & Sustainable Marina Rendezvous, marcada para os dias 20 e 21 de setembro de 2026, no Yacht Club de Monaco. A programação mais recente reúne profissionais e especialistas de cerca de 30 países, entre gestores de marinas, investidores, arquitetos, capitães, empresas de tecnologia e representantes da indústria náutica. Mais do que discutir como construir novos píeres, o encontro mostra uma transformação maior: a marina está deixando de ser apenas um lugar onde o barco fica para se torn...

FALÊNCIA DE ESTALEIRO MOSTRA POR QUE BARCO NOVO TAMBÉM EXIGE DUE DILIGENCE

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COMPRADORES DA KADEY-KROGEN E AMERICAN TUGS HAVIAM FEITO PAGAMENTOS EXPRESSIVOS POR EMBARCAÇÕES AINDA EM CONSTRUÇÃO Comprar um barco zero quilômetro diretamente de um estaleiro tradicional pode transmitir uma sensação de segurança muito maior do que adquirir uma embarcação usada. Mas a liquidação da Kadey-Krogen Yachts, de sua controladora KKY Holdings e da American Tugs mostra que essa segurança não pode ser presumida. As três empresas entraram voluntariamente com pedido de Chapter 7, modalidade da legislação americana destinada à liquidação dos ativos, em 6 de julho de 2026. Não se trata, portanto, de uma reorganização operacional nos moldes do Chapter 11.  O COMPRADOR JÁ HAVIA PAGO CERCA DE 40% Um dos casos relatados pela Trade Only Today envolve um comprador de uma American Tug 435, contratada no segundo semestre de 2025. Quando recebeu a notícia da falência, ele afirma que aproximadamente 40% do preço contratado já havia sido pago. O barco ainda estava em construçã...