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AZIMUT 55S 2014 — O DIA EM QUE FUI RECEBER UMA DAS ESPORTIVAS MAIS TECNOLÓGICAS DA ÉPOCA

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Porto de Itajaí/SC, Terminal TEPORTI — 31 de março de 2014. Algumas histórias ficam guardadas na memória. Outras ficam guardadas em fotos, relatórios e anotações. Essa ficou nos dois lugares. Em março de 2014 fui ao Terminal TEPORTI, no Porto de Itajaí, para receber tecnicamente uma Azimut 55S 2014, destinada à First. Não era a primeira vez que eu fazia esse tipo de trabalho. Naquele período eu já tinha acompanhado o recebimento de diferentes embarcações importadas em portos de Santa Catarina. Pershing, Bertram, Beneteau, Azimut e outros barcos chegaram de navio e, em várias dessas operações, eu estava lá para acompanhar o desembarque, conferir a embarcação e verificar aquilo que efetivamente estava sendo entregue ao cliente. Hoje, olhando as fotografias daquela 55S, vejo capacete, colete, credencial portuária, barco ainda fora d'água, proteções de transporte e gente trabalhando ao redor. Naquele dia era trabalho. Hoje também é história. UMA AZIMUT BEM DIFER...

POR QUE A MAIORIA DOS BARCOS É BRANCA? DO GELCOAT À TEMPERATURA DO CASCO, HÁ MUITO MAIS EXPERIÊNCIA NÁUTICA NESSA ESCOLHA DO QUE PARECE

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Esses dias assisti a um vídeo da Boats.co.uk mostrando uma Fairline Targa 40 fora d’água. Enquanto caminhava ao lado da embarcação, a apresentadora levantou uma curiosidade interessante: por que a grande maioria dos barcos é branca? É uma pergunta simples, mas quem está há muitos anos no mercado náutico já viu isso se repetir em praticamente todos os estaleiros. Ao longo da minha trajetória trabalhei e acompanhei embarcações de diferentes fabricantes, entre eles Intermarine, Ferretti e Cabrasmar. Modelos mudaram, linhas de casco evoluíram, acabamentos ficaram mais sofisticados e novas cores apareceram, mas o branco permaneceu como a grande referência da indústria. Às vezes mais puro, às vezes puxando discretamente para outro tom. A própria Ferretti, em determinadas épocas e modelos com os quais trabalhei, utilizou tonalidades ligeiramente diferentes daquele branco absoluto. Mas o princípio continuava o mesmo. E isso não é somente estética. NA MAIORIA DAS LANCHAS DE FIBRA, N...

HOMEM AO MAR: NOS PRIMEIROS SEGUNDOS DE UMA EMERGÊNCIA, TREINAMENTO, COMANDO E AÇÃO CORRETA PODEM FAZER TODA A DIFERENÇA

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QUANDO ALGUÉM CAI DE UMA EMBARCAÇÃO, NÃO EXISTE TEMPO PARA IMPROVISO: CADA PESSOA A BORDO PRECISA SABER EXATAMENTE O QUE FAZER Esses dias apareceu para mim um vídeo em espanhol demonstrando um procedimento de Homem ao Mar, ou MOB — Man Overboard. É um procedimento que conheço bem. Minha formação e minha experiência no mar sempre exigiram conhecimento de emergência, navegação e segurança. Mas achei interessante a forma simples como o vídeo mostrou uma situação que muita gente conhece apenas na teoria. Porque existe uma grande diferença entre saber que existe um procedimento de Homem ao Mar e conseguir executá-lo corretamente quando alguém realmente cai da embarcação. No mar, alguns segundos fazem muita diferença. PRIMEIRO: ALGUÉM CAIU, TODO MUNDO PRECISA SABER A primeira reação deve ser imediata. O alerta de “Homem ao Mar!” precisa ser dado em voz alta para que todos a bordo entendam o que aconteceu. A partir daquele momento, cada pessoa precisa ter uma função. Uma delas dev...

CARTA NÁUTICA: O MAPA DO MAR QUE EU APRENDI A LER EM 1989 — E QUE CONTINUA INDISPENSÁVEL

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Quando tirei minha habilitação de Mestre-Amador, em 1989, navegar era bem diferente do que é hoje. Não existia, na rotina do navegador amador, essa facilidade de abrir um plotter, olhar uma tela colorida, enxergar a posição exata do barco e acompanhar uma linha mostrando praticamente o caminho inteiro. A navegação começava em cima da mesa. Carta náutica aberta, lápis, borracha, compasso, régua paralela, coordenadas, rumos e distâncias. Foi naquela época que aprendi uma coisa que nunca mais esqueci: a carta náutica não serve apenas para mostrar onde você está. Ela mostra principalmente onde você não deveria estar. CARTA NÁUTICA NÃO É UM MAPA QUALQUER Esses dias voltei a pesquisar o assunto e fui rever algumas informações da Diretoria de Hidrografia e Navegação e do Centro de Hidrografia da Marinha. A definição é muito mais ampla do que simplesmente chamar a carta náutica de “mapa do mar”. Segundo o CHM, as cartas representam profundidades, perigos à navegação, bancos, pedras...

O CASAL QUE FEZ DO NAVIO SUA CASA: FUI DESCOBRIR SE MARTY E JESS AINDA VIVEM NO MAR — E ELES TÊM CRUZEIROS RESERVADOS ATÉ 2027

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Esses dias apareceu para mim uma história que imediatamente chamou minha atenção. Um casal australiano de aposentados teria simplesmente decidido trocar a rotina em terra por uma vida praticamente permanente dentro de navios de cruzeiro. Marty e Jessica Ansen. A publicação dizia que eles embarcaram em 2022, descobriram que viver navegando poderia fazer mais sentido financeiramente do que uma residência para idosos e começaram a reservar um cruzeiro atrás do outro. Achei interessante, mas fiquei com aquela dúvida de sempre: Será que essa história ainda é verdadeira? Onde estão eles hoje? Continuaram viajando? Então fui pesquisar. E descobri que a história é ainda mais interessante do que aquela publicação que continua circulando pelas redes sociais. TUDO COMEÇOU EM JUNHO DE 2022 Marty e Jessica já eram passageiros experientes muito antes dessa aventura. Quando o mercado de cruzeiros voltou a operar normalmente depois das restrições da pandemia, os dois decidiram compensar o ...