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BLUE II NO CANAL DE CORINTO: COMO UM SUPERYACHT DE 56 METROS ACABOU RASPANDO NAS PAREDES

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O ACIDENTE CHAMOU ATENÇÃO PELO VALOR DO IATE, MAS A PARTE MAIS INTERESSANTE DA HISTÓRIA ESTÁ NA HIDRODINÂMICA, NA PILOTAGEM EM ÁGUAS RESTRITAS E EM UMA PERGUNTA QUE AINDA NÃO TEM RESPOSTA OFICIAL: O QUE REALMENTE ACONTECEU? Um superiate de quase 56 metros, tecnologia de ponta, tripulação profissional, bow thruster, stern thruster e sistemas sofisticados de propulsão. Do outro lado, um canal praticamente reto. À primeira vista, parece simples. Só que não foi. No dia 8 de agosto de 2026, o superiate BLUE II chamou a atenção do mundo náutico ao tocar repetidamente as paredes do famoso Canal de Corinto, na Grécia. As imagens rapidamente circularam pelas redes sociais e produziram a conclusão mais fácil: “O comandante errou.” Só que quem conhece um pouco de navegação em águas restritas sabe que a história pode ser muito mais complexa. E, até agora, não existe uma conclusão oficial que permita atribuir a causa do acidente a erro humano, falha técnica ou qualquer outro fator espec...

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AEROSSOL PODE SER O PRÓXIMO PASSO NO COMBATE A INCÊNDIO EM PRAÇAS DE MÁQUINAS DAS EMBARCAÇÕES

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NOVA TECNOLOGIA PROMETE COMBATER O FOGO SEM RETIRAR O OXIGÊNIO DO AMBIENTE E JÁ COMEÇA A CONVERSAR COM A ELETRÔNICA EMBARCADA Incêndio em praça de máquinas continua sendo um dos cenários mais críticos dentro de uma embarcação. É um ambiente com combustível, óleo, superfícies aquecidas, instalações elétricas, pouca ventilação e, muitas vezes, acesso difícil. Por isso, qualquer nova tecnologia voltada a esse compartimento merece atenção. A Fire Suppression Industries, em parceria com a Airmar Technology, apresentou recentemente um sistema fixo de combate a incêndio baseado em aerossol, desenvolvido para compartimentos fechados como praças de máquinas. A proposta é bastante diferente dos sistemas tradicionais de CO₂. Quando acionado automaticamente por temperatura ou manualmente, o equipamento libera uma grande quantidade de partículas extremamente pequenas dentro do compartimento. Essas partículas permanecem suspensas no ambiente e atuam diretamente sobre a reação química res...

A REVOLTA DO REPOLHO: O DIA EM QUE FLORIPA VIROU PIADA NO CANAL 16 DE ANGRA

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CINCO BARCOS, OITO MARINHEIROS E UM ALMOÇO QUE VIROU LENDA Tem história de marinheiro que começa com temporal. Tem história que começa com pane. Tem história que começa com barco encalhado, motor parado ou uma entrada de barra daquelas. Essa começou com fome. E terminou com repolho. Muito repolho. Foi durante um Carnaval em Angra dos Reis, muitos anos atrás. Nós saímos de Florianópolis em cinco embarcações, seguimos até o Rio de Janeiro para embarcar os proprietários, familiares e convidados, e de lá partimos todos juntos para Angra. A programação era passar cerca de vinte dias navegando pela região. Naquela época a gente rodava tudo. Ilha para cá, praia para lá, restaurante, fundeio, mergulho, passeio. Era uma verdadeira flotilha de Florianópolis em Angra dos Reis. Eu comandava uma Spirit Ferretti 50. No grupo havia também duas Intermarine 440 Full, uma 380 Full e outras embarcações na faixa dos 40 pés. Ao todo éramos cinco comandantes e três ajudantes. Oito profissionais ...

PEDRINHO TREME-TREME E A MARES 45 QUE PULOU UMA REDE NO CANAL NORTE

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Tem história de pescador. Tem causo de marinheiro. E tem aquelas histórias que, de tão improváveis, acabam ficando melhores com o passar dos anos. Essa é uma delas. E o personagem é o Pedrinho Treme-Treme. Pedrinho infelizmente já faleceu. Conto esta história com carinho e bom humor, como lembrança de um daqueles personagens que fizeram parte de uma época das marinas de Florianópolis. Quem conviveu em marina sabe como funciona. Sempre existe alguém que conta uma história aumentando um pouquinho daqui, acrescentando outro detalhe dali e, quando você percebe, já está diante de uma verdadeira produção cinematográfica. Pedrinho tinha esse talento. E uma das histórias mais inesquecíveis que ele me contou envolvia uma Mares 45, o Canal Norte de Florianópolis, uma rede de pesca e um par de flaps que, aparentemente, possuíam funções desconhecidas pela engenharia naval. A HISTÓRIA COMEÇOU DIAS DEPOIS Eu não estava a bordo. É importante deixar isso claro. Pedrinho fez a navegação e, ...

AFINAL O COMANDANTE DE UM BARCO PODE MESMO REALIZAR UM CASAMENTO A BORDO E O QUE DIZ A LEI

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Durante muitos anos trabalhando e navegando, já vivi algumas situações a bordo que ficaram guardadas na memória. Uma delas aconteceu em Angra dos Reis. Eu era o comandante do barco naquele momento e estava a bordo minha patroinha com o namorado. Em determinado momento resolvi brincar com os dois. Falei: “Hoje eu vou casar vocês.” Não tínhamos alianças, obviamente. Mas barco sempre ensina uma coisa: com criatividade, quase tudo se resolve. Pegamos aquela película fina que fica ao redor do bambu e fizemos duas alianças improvisadas. Ficaram até bonitas, com umas pontinhas verdes aparecendo. Coloquei uma em cada um e fiz minha cerimônia. No final anunciei: “Pronto. A partir de hoje vocês estão casados. Mas só enquanto estiverem dentro do barco.” Todo mundo riu. Era uma brincadeira. Um casamento totalmente simbólico, sem qualquer efeito civil. O curioso é que, muitos anos depois, quando fui pesquisar melhor aquela velha história de que “capitão de navio pode casar pesso...

MARINA BEIRA-MAR NORTE: VAGAS NÁUTICAS, BARCOS E O NOVO EIXO DE VALORIZAÇÃO DE FLORIANÓPOLIS

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Durante décadas, quem passou pela Avenida Beira-Mar Norte encontrou uma das imagens mais conhecidas de Florianópolis: prédios de alto padrão de um lado, a Baía Norte do outro e uma extensa faixa utilizada para caminhadas, exercícios, lazer e contemplação. O mar sempre esteve ali. Mas, curiosamente, para quem mora no coração da cidade, a relação com esse mar sempre foi muito mais visual do que náutica. Isso começou a mudar. A implantação do Parque Urbano e Marina Beira-Mar Norte cria uma situação que Florianópolis praticamente nunca teve nessa escala: uma grande infraestrutura náutica integrada diretamente a uma das regiões urbanas mais consolidadas e valorizadas da cidade . E acredito que ainda estamos apenas começando a compreender as consequências dessa transformação. NÃO ESTAMOS FALANDO APENAS DE UMA MARINA O projeto oficial prevê um complexo com quase 440 mil metros quadrados de área total. Somente a área náutica deverá ocupar aproximadamente 300 mil metros quadrados, com capacidad...

DEVER DE ASSISTÊNCIA NO MAR VOLTA AO DEBATE APÓS CASO ENVOLVENDO O SUPERIATE LAUNCHPAD

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QUANDO UM COMANDANTE É OBRIGADO A PRESTAR SOCORRO NO MAR? Caso envolvendo o superiate Launchpad no Alasca reacende discussão sobre dever de assistência, VHF, emergência e responsabilidade da tripulação No mar existe uma regra que atravessa gerações de navegadores: quem encontra alguém em perigo deve ajudar. Parece simples. Mas, quando saímos da tradição marinheira e entramos no campo jurídico e operacional, surge uma pergunta importante: em que momento um pedido de ajuda realmente cria a obrigação de uma embarcação prestar socorro? Um episódio ocorrido recentemente no Alasca colocou essa discussão novamente em evidência. No centro da história está o Launchpad, superiate de aproximadamente 119 metros associado a Mark Zuckerberg e Priscilla Chan. Mas, apesar do nome famoso envolvido, a questão mais interessante para quem trabalha profissionalmente no setor náutico não está na celebridade. Está na ponte de comando. No rádio VHF. Na classificação de uma emergência. E na respons...