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* INDUSTRIA NÁUTICA BRASILEIRA

A indústria náutica é um setor pulverizado e constituído de pequenas e médias empresas. A construção de barcos cristaliza uma enorme quantidade de mão de obra pelo fato de ser uma atividade artesanal, inexistindo máquinas no processo de fabricação. 

O setor tem outras características tais como: exigência de pequeno investimento fixo; grande capacidade de gerar empregos em toda a cadeia náutica composta de: fornecedores de insumos e serviços, fornecedores de motores, lojas, clubes, marinas, cursos, manutenção, turismo e eventos; matérias primas básicas utilizadas: fibra de vidro, resina, gel, madeira e aço inox; mão de obra especializada: laminador de fibra de vidro, carpinteiro, capoteiro e pintor; grande flexibilidade de migração; capacidade de gerar 7.400 empregos diretos e indiretos por cada 1000 embarcações construídas.

Existem hoje 151 estaleiros (formalmente registrados) em atividade no país e a produção média é de 3,3 mil barcos/ano (dado de 2005). Cerca de 73% das embarcações construídas têm até 23 pés de tamanho.

Mercado 

O potencial náutico do Brasil é um dos maiores do mundo, devido à sua grande e diversificada costa, imensas bacias hidrográficas e clima quente. Todavia, somos ainda um mercado pequeno. A relação barco / habitante no país é de aproximadamente 1/1600 e a frota nacional de embarcações em fibra de vidro, acima de 14 pés, é de 53 mil, de acordo com pesquisa recente feita pela ACOBAR. 

Segundo dados da International Boat Industry (IBI), nos Estados Unidos, onde a frota é de 17 milhões, essa relação é de 1/23. No Canadá, com 2 milhões e 200 mil barcos, é 1/15. A Itália, com 880 mil, tem 1/66 barco por habitante. Na Alemanha, a frota é de 800 mil e a relação é de 1/111. E na França, 1/120, com uma frota de 500 mil barcos. Calcula-se que o Brasil deveria ter perto de 300.000 embarcações de lazer, ou 1/1500 barco por habitante, o que significa um déficit de 247 mil barcos. 

Em 2005, o mercado de barcos novos e usados movimentou US$ 385 milhões e a expectativa de crescimento em 2006 é de 8%, ou seja, US$ 415 milhões.

Outros números do setor 

Lojas náuticas: 1.518
Casas de veraneio: 1 milhão e 400 mil (praias, rios, lagoas, etc.) 
Marinas, iates clubes e garagens náuticas: 654 
Operadoras de mergulho: 1.247 
Pousadas/hotéis litorâneos e à beira de rios, represas, etc.: 856 
Oficinas, acessórios e implementos: 1.242 

Impostos 
ICMS: 25% 
IPI: 10%

Fonte: * ACOBAR

*A ACOBAR é uma entidade de classe, sem fins lucrativos, representativa da náutica de lazer em todo o Brasil, com sede própria no Centro do Rio de Janeiro. Reúne associados de diferentes pontos do país e dos mais variados setores: estaleiros, fabricantes de implementos, revendedores, importadores, lojas, prestadores de serviços, motores, marinas, oficinas, corretora de seguros, equipamentos, editora, jet skis, capas e representações.

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