POR QUE UM LAUDO TÉCNICO PODE EVITAR O MAIOR ERRO DA SUA VIDA NO MERCADO NÁUTICO
Durante os meus 38 anos no mercado náutico, aprendi uma coisa que mudou completamente a forma como trabalho.
Eu não sou tirador de pedido.
Parece uma frase forte, mas ela explica exatamente a diferença entre vender um barco e assumir a responsabilidade técnica por uma negociação.
Há alguns anos participei de uma feira náutica. Caminhei pelos estandes, subi em várias embarcações e conversei com diversos corretores.
Todos eram muito educados.
Mostravam a geladeira, o fogão, a televisão, a cabine, o banheiro, a churrasqueira...
Mas bastava fazer uma pergunta técnica para perceber que havia um problema.
— Como essa embarcação navega em mar formado?
— Qual é o consumo real em velocidade de cruzeiro?
— Esses motores têm algum histórico conhecido?
— Qual a rotação ideal para esse conjunto?
Na maioria das vezes a resposta era praticamente a mesma.
"Isso o patrão sabe explicar."
Naquele momento percebi que muitos profissionais estavam apenas esperando alguém decidir comprar.
Isso é tirar pedido.
Eu nunca trabalhei assim.
Quando um cliente me procura para comprar uma embarcação, meu trabalho não começa mostrando a praça de popa.
Meu trabalho começa entendendo o perfil do comprador, analisando a embarcação e procurando tudo aquilo que pode virar um problema depois da assinatura do contrato.
Porque barco bonito todo mundo enxerga.
Defeito escondido, não.
Foi justamente dessa forma de trabalhar que nasceu o Laudo Blindado 217.
Ele não foi criado para impressionar ninguém.
Foi criado porque eu vi muitos compradores perderem dinheiro confiando apenas na aparência da embarcação ou em laudos superficiais.
Uma Due Diligence Naval de verdade vai muito além de um checklist.
Ela envolve a análise da documentação, do histórico da embarcação, da estrutura do casco, dos motores, dos sistemas elétricos e hidráulicos, da eletrônica de navegação, do funcionamento dos equipamentos e, principalmente, do comportamento da embarcação durante o teste de mar.
O objetivo não é dizer que o barco está bom.
O objetivo é descobrir o que ninguém percebeu.
Muitas vezes encontro pequenos detalhes que representam apenas manutenção preventiva.
Outras vezes encontro problemas que podem custar centenas de milhares de reais ao futuro proprietário.
É exatamente por isso que eu costumo dizer:
Eu sou pago para encontrar defeito.
Se a embarcação estiver excelente, ótimo.
O comprador faz o negócio com muito mais segurança.
Se houver problemas relevantes, eles aparecem antes da compra, quando ainda existe tempo para renegociar o preço, exigir os reparos ou simplesmente desistir do negócio.
Isso protege o patrimônio do cliente.
E, principalmente, evita arrependimentos.
Ao longo da minha carreira já deixei de fechar negócios porque a embarcação não atendia ao padrão que considero aceitável.
Também já recomendei que clientes não comprassem determinados barcos, mesmo sabendo que eu perderia a comissão.
Alguns acharam estranho naquele momento.
Meses depois me ligaram agradecendo.
Credibilidade demora décadas para ser construída.
Uma comissão dura apenas alguns dias.
Por isso continuo trabalhando da mesma forma.
Não vendo embarcações para qualquer pessoa.
Não faço laudos para agradar vendedor.
E nunca assino um relatório dizendo aquilo que eu não teria coragem de sustentar tecnicamente.
No mercado náutico existe espaço para quem tira pedidos.
Eu prefiro continuar sendo o profissional que ajuda o cliente a tomar a decisão certa.
Porque papel aceita tudo.
O barco, não.
Ney Broker
38 anos de experiência no mercado náutico brasileiro
Broker • Survey • Skipper • Due Diligence Naval • Laudo Blindado 217 • Vistoria In Loco
WhatsApp: (48) 9 8461-1646
"O mar nunca deixa de ensinar. E quem aprende com ele navega mais seguro."
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