terça-feira, 24 de junho de 2008

* NAVEGAR NO MEDITERRÂNEO NO INVERNO, RECUSE!

Sempre quando posso procuro escrever um pouco sobre minhas viagens e aventuras e mandar aos amigos, pois sempre lembro deles... Aos não velejadores, desculpa se usei algum termo náutico que não entendeu, aos velejadores, desculpe se simplifiquei demais alguns termos... 

Se algum dia alguém te convidar ou sugerir ir velejar no Mediterrâneo no inverno, RECUSE! Está certo que todos com que falo são unânimes em dizer que este ano o inverto está muito pior do que de costume, sabe como é... Mudanças climáticas, aquecimento global e ano bissexto... 

É inverno e está um frio de 6 a 13 graus. Após cerca de 15 dias pulando de marina em marina por toda Côte D'Azur (sul da França), era hora de se mexer e mudar de ares... Na quinta 27/11 saímos da maravilhosa e fantasiosa marina de Mônaco em direção à Córsega, uma ilha francesa a cerca de 100 milhas ao Sul... Partimos às 3 da manhã para chegar ainda de dia na Córsega, partimos sob chuva, mas tudo bem. 

Como estávamos com o piloto automático com problemas e tendo que revezar no timão eu e o dono do barco, evitamos usar a vela, pois torna a "direção" mais pesada e trabalhosa e o vento estava "do lado errado"... Íamos só no motor e tudo bem... Bem no meio do caminho, por um erro do indicador, o diesel acabou e tivemos que contar só com as velas... mas tudo bem, pois nesse momento o vento já estava mais favorável... talvez até um pouco demais! Direção pesada e cansativa, chuva e frio, mas o barco andando bem e indo onde queríamos... 

Chegamos ao cair da tarde, como programado, mas o desafio era entrar numa marina desconhecida, cheia de barcos "hibernando" por todos os lados e contando só com as velas. 

A manobra tinha que ser precisa e certeira, senão o vento nos jogaria contra os demais barcos ali estacionados... Traçamos uma estratégia principal, com alternativas de emergência (plano B e C). O plano A era baixar a vela principal pouco antes da entrada, enrolar a vela da proa até a metade já dentro da marina para, uma vez indo a favor do vento, fazer um giro rápido em uma parte sem muitos barcos e se voltar contra o vento e, perdendo velocidade, já prontos para atracar e enfim parar o barco. O Plano B era; uma vez dentro da marina, achar um ponto melhor e adaptar a manobra A. O plano C era, se tudo der errado, jogar a âncora e torcer para o barco girar e parar antes de bater em outros barcos ou alguma coisa "mais dura"... 

No fim das contas foi mais fácil do que previsto... com o bom planejamento e a sorte de um píer de abastecimento logo após a entrada e sem barco parado lá, demos a meia volta e, como era tudo forrado de borracha, foi só "jogar" o barco levemente contra a doca e amarrar... Ufa! Passado o estresse só restava abrir um vinho tinto francês e relaxar.

Calvi (que nome! Me faz lembrar que estou quase careca!) cidade interessante, a segunda maior da Córsega, com uma Fortaleza muito antiga logo na entrada, tudo indo ladeira acima, tudo jóia, mas, no dia seguinte o tempo começou a fechar e logo fomos avisados pelos pescadores locais que aquele porto, com vento NE (nordeste) que ali sopra muito raramente, era muito "desconfortável"... Restou-nos preparar. 

Amarrar bem o barco e montar plantão de vigilância. Tudo certo e arranjado... O vento nem era essas coisas todas, em Marseille tínhamos visto uma demonstração do famoso "Mistral" muito mais impressionante. Depois de uma noite soprando "macio", o vento NE deixou de herança uma ressaca que fez a marina toda pular e fervilhar em desespero... 

Acordei às 5 da manhã com o bote da marina batendo na proa do nosso casco, bem na lateral da minha cabine onde eu estava com a cabeça... estavam colocando cordas extras em todos os barcos, pois a coisa tava "braba"... Ao botar a cara fora do barco vi que tudo borbulhava ao redor e logo descobri que duas das nossas três cordas que asseguravam a popa do barco junto ao cais estavam rompidas e a terceira já por um fiapo... 

A coisa era séria mesmo e naquela manhã tivemos que providenciar cordas extras e comprar "molas" de amortecimento de amarras para amenizar os trancos e puxões da ressaca. O tempo ruim continuou por mais um dia e uma noite. Na manhã do dia 30/11 tudo estava um pouco mais tranqüilo e decidimos partir rumo sul. 

O capitão, como sempre mais preocupado com a comida e bebida que com a navegação, passou 2 horas e meia no supermercado e chegou carregado de vinho e comida. Já era meio dia e ainda faltava fechar a conta na marina. Enquanto o capitão fazia o mercado eu me ocupava em analisar os arquivos relativos ao tempo no meu programa UGRIB, que baixa informações de um site do governo americano que recebe dados de estações meteorológicas de todo o mundo e roda um modelo meteorológico em supercomputadores, muito útil. 

Quando o capitão chegou avisei-o que o tempo era bom, mas que "não gostaria de estar lá fora depois das 18h". Ele foi ao escritório da marina encerrar a conta para partirmos enquanto eu preparava o barco para partir (arrumar TUDO dentro para que não caia, escorregue ou quebre com o movimento do mar e inclinações de até 30 graus para cada lado, procedimento normal antes de deixar o porto). No escritório não tinha ninguém (a França para entre 12 e 14h) e ele teve que esperar e só retornou às 14h. Ainda faltava guardar o bote inflável, nossa única forma de embarcar/desembarcar pela circunstância da ressaca e pela forma que tínhamos deixado o barco preparado para a situação. Com o atraso ele resolveu não perder mis tempo com o bote inflável que seria então amarrado à popa e rebocado. 

Por conta da direção do vento a manobra de saída foi complicada e demorada, pois nos jogava contra os barcos de pesca próximos. Para deixar a marina "sem bater em nada" gastamos quase uma hora, mas finalmente estávamos navegando novamente. 

Com o vento contrário íamos à motor. Logo após a partida, como de costume, o dono do barco me entregou o timão e entrou no barco para fazer a navegação (programar a viagem e se informar sobre o porto de destino), coisa que normalmente se faz antes de partir, mas no SEVERANCE, quase sempre, se faz "durante"... 

Após fazer a navegação o Scott informou que o próximo destino estava a 40 milhas. Isso leva 8h, pensei! Se são 16h, a chegada estimada é meia-noite! Eu sabia que o tempo ia piorar, mas como confio na experiência náutica do Scott, pensei: O tempo vai piorar mas está tudo bem, vou aprender um pouco mais sobre navegação em condições adversas... Uma hora depois o vento começou a apertar, 25 nós com rajadas de 40, e com os solavancos o Scott acordou. 

Assim que veio ao cokpit eu informei do vento e falei para ele olhar umas formações de nuvem de tempestade, com raios, à umas 7 milhas a SO (sudoeste). NOTA: Pode-se calcular a distância pelo tempo que o som do trovão leva para chegar; 340m p cada segundo, ou seja, 36 seg = 12240 metros = 6,7 milhas... Ele se preocupou e foi para a mesa de navegação. Nesse momento comentei: Ainda podemos voltar. Ele balançou a cabeça negativamente. Pensei comigo mesmo: Se fosse meu barco eu voltava... Uma hora depois a coisa tava ficando feia e ele retornou ao cockpit. 

Como a tempestade já era iminente, pedi que ele ficasse no timão enquanto eu colocava roupas de tempestade e comia qualquer coisa. Retornei 20 min depois e ele já estava tomando chuva. Me pediu para ficar no timão que ele também se prepararia. Voltou meia hora depois, já passando das 20h. A coisa tava muito feia e o Scott assumiu o timão. O mar agitado com ondas vindo de encontro ao casco do barco pareciam sólidas paredes de água crescendo na proa. 

O barco subia a onda com a proa para o céu e na crista perdia sustentação e embicava violentamente nas costas da onda fazendo tudo tremer. O vento zunia nos ouvidos a 42 nós com rajadas de 55 e a chuva, gelada, caía em baldes. Permaneci no cockpit e, com o agravamento constante da condição do tempo já sob efeito da tempestade com raios, ele olhou no GPS e me pediu que fizesse a navegação para uma baia à leste; um destino alternativo abrigado. 

Desci para a mesa de navegação e estudei na carta todos os perigos (rochas por todos os lados), tracei uma rota segura para a tal baía abrigada e coloquei os pontos no GPS. Quando voltei a situação era caótica... O vento muito forte jogava a chuva horizontalmente contra o rosto com tanta força que chegava a doer. O indicador apontava ventos de 50 nós com rajadas de 65! Não conseguia enxergar quase nada, mas vi que o bote tinha "capotado" e estava de cabeça para baixo. 

Fui tentar desvirá-lo, mas o vento não deixava. As ondas estavam ficando grandes (7m+) e começavam a quebrar na crista! O barco subia e descia alucinadamente e parecia que estávamos numa máquina de lavar. Nunca tinha estado num mar tão violento. Nem na tempestade que peguei no Triângulo das Bermudas! Com a nova rota tínhamos que voltar para contornar umas pedras antes de rumar para a baía abrigada. 

Com o mar fervilhando e as ondas quebrando agora na lateral do barco a sensação era horrível. O barco além de pular e embicar, agora rolava lateralmente por conta das cristas das ondas quebrando no costado ao sabor das fortes rajadas de vento que a essa altura chegavam a acusar rajadas de 75 nós!!! Comecei a sentir um leve embrulho no estômago. Mas eu nunca enjoei na vida, em mais de 10 mil milhas! Pensei. 

Permaneci firme e forte no cockpit. A última coisa que o dono do barco precisava agora era se preocupar com tripulante... Ele permanecia firme no timão tentando driblar as cristas das ondas, procurando um "melhor caminho" entre elas, como se fosse possível. O vento e a chuva açoitavam-lhe impiedosamente e ele mal podia olhar para onde ir. O indicador de vento memoriza o pico atingido, que nessa noite foi de 87 nós, que é a velocidade dos ventos em furacões força 4! Com o novo rumo transversalmente à favor das ondas fez a velocidade do barco aumentar e o bote capotado começava a embicar e afundar. 

A cada onda que fazia o barco acelerar ele embicava e afundava, puxando a popa do barco para baixo, como que querendo passar por baixo do barco. Avisei ao capitão e sugeri diminuir o motor. Ele acatou e o bote mergulhava menos agora. A baía não estava longe, mas o percurso que normalmente levaria uma hora levou quase três! Na entrada da baía, ao contornarmos as pedras, a uma boa distância, as ondas cresciam a mais de 8m e quebravam rolando por inteiro por conta da profundidade que mudara de 300 para 20 metros. Um Horror, pois o barco adernava muito e poderia capotar numa dessas! Não afundaria, pois os veleiros tendem a retornar à posição original por causa do peso da quilha, como o boneco joão bobo, mas o estrago é grande. Quebra muitas coisas, embarca muita água, os tripulantes se machucam e não raro quebra o mastro! 

Felizmente isso não aconteceu, nem passou perto, mas com as ondas quebrando não dava para conter a velocidade do barco e o bote afundando cada vez mais acabou por romper a corda e se foi no meio da escuridão... Por um lado um alívio, pois a situação dele era preocupante, afundando e puxando a popa do barco para baixo e atrasando a chegada e ainda tinha o risco de uma onda quebrando na popa jogasse o bote nas costas do timoneiro, por outro lado uma lástima, pois além de valer cerca de mil e quinhentos dólares era nossa garantia de mobilidade em marinas e quando ancorados. No momento da ruptura do cabo o barco deu um puxão para frente e o capitão placidamente e com expressão desconsolada disse: Foi-se. E não comentou mais o assunto. 

Mesmo após contornar a entrada da baía, que era muito ampla, o mar continuava agitado e o vento extremamente forte. Era amedrontador navegar naquelas condições com tantas pedras por perto e sem enxergar quase nada. 

Mas com os pontos no GPS era só seguir a rota eletrônica até uma reentrância mais acentuada da baía, que supostamente era abrigada do vento sul que soprava impiedosamente forte. Aos poucos as ondas foram diminuindo de tamanho e já não quebravam mais. 

O vento ainda forte não mais tentava arrancar meus olhos da cara, nem o barco adernava tanto. Ao ler 10 metros de profundidade no indicador da ecossonda peguei a lanterna e fui para a proa, procurando por embarcações ou outra coisa qualquer que pudesse representar perigo e não estivesse na carta náutica e também para preparar a âncora. 

Encontramos algumas bóias que preferimos nos afastar por segurança e jogamos a âncora com 3 metros de profundidade. Fundo de areia, boa ancoragem. Lancei 15 metros de corrente mais 10 de nylon. Estávamos em segurança. 

O único problema era a âncora desgarrar e sair arrastando, pois o vento forte continuava castigando e o mar muito mexido. Os puxões no cabo da âncora e o balanço constante do barco não proporcionavam conforto, mas certamente era muito melhor que estar lá fora! Ensopados e com frio nos fechamos dentro do veleiro. Coloquei roupas secas, Scott foi tomar um banho quente. Esquentei uma sopa enlatada e abri uma garrafa de vinho tinto francês. Ufa! 

Permanecemos nesse ancoradouro por 2 dias e 3 noites esperando o tempo melhorar. O vento frio castigando, chuva direto e mar mexido. O alarme de âncora do GPS soou 3 vezes na primeira noite, fazendo-nos acordar em estado de alerta, mas a âncora voltou a firmar e cada um voltou para sua cabine. O desconforto e o mal humor imperavam. 

Não se ouvia música para poupar as baterias, o tanque de água potável foi se esvaindo e sem o bote não podíamos desembarcar, mas nem valia a pena. Não havia assunto nem humor para conversas. O único som presente era do vento uivando e a chuva que não parava. Após tanta espera, muitas páginas de leitura e todo o estoque de vinho esgotado, finalmente partimos às 10 da manhã de 03/12 com destino a Marina de Cargese. Nas primeiras horas foi uma velejada tranqüila e agradável e deixou uma nítida sensação de que estava tudo acabado. 

O sol voltou a brilhar e o vento amainou consideravelmente, permanecendo o suficiente para uma velejada rápida. O percurso era de 43 milhas (cerca de 8h). Na metade, ao contornar a Ile de Gargalu, demos de cara com formações de chuva. Ficamos um pouco decepcionados e começamos a observar as nuvens de chuva e especular se nos atingiriam ou não. Uma nuvem grande lá longe indo do mar bem para o local onde íamos. 

Nessa eu comecei a observar uma nuvem que parecia estar na nossa rota e começava a desfiar um véu negro sob si. Chuva! Nesse momento pensei que se ela nos molhasse seria como nos desenhos animados, onde tem uma nuvem sobre a cabeça de alguém e só chove nele... Com a aproximação lenta da singela nuvenzinha com um peculiar véu negro eu até tirei uma foto. Nos meandros do véu negro esfiapado identifiquei um redemoinho que inicialmente só era visível no topo, próximo à nuvem, mas que em segundos encorpou e tocou o mar. Chamei o Scott dizendo que tinha uma coisa preocupante que ele deveria ver. Ele saiu de dentro do barco e, de olhos arregalados disse: TORNADO! 

E ficamos estáticos por uns cinco minutos olhando a nuvem que não tinha mais seu véu negro e sim quatro tornados sob si! Então o Scott subitamente deu uma ordem: -Tudo que estiver solto no convés para dentro do barco, vista colete salva-vidas e engate o clipe no cabo de segurança! E completou - Na Flórida temos tornados. Se um desses nos atingir tudo que estiver solto voa pelos ares! Se isso acontecer entra no barco e fecha tudo! Então recolhemos as velas e enquanto guardei tudo dentro do barco, inclusive o motor do bote que estava assentado na guarda do convés, ele acelerou mudando o curso para evitar a nuvem. 

Tivemos sorte, pois passamos entre duas nuvens de chuva sem levar nem um pingo sequer e os tornados já haviam se desfeito, mas a nuvem maior ainda avançava em direção ao nosso destino. Vai ser inevitável. Roupa de tempestade, coletes e vamos logo para essa marina. Chegamos sob chuva forte e... Prêmio do dia; enquanto fazíamos a manobra de atracação começou a chover gelo na nossa cabeça! Em quinze minutos eu estava congelando e tinha uma camada de 2 cm de gelo no convés do veleiro. Agora não falta mais nada! Pensei enquanto observava uma coisa que me chamou a atenção: a cidade ficava na face da montanha que circundava a marina e no sopé, bem na entrada da marina, o cemitério. A nuvem passou e o tempo abriu novamente.

Estávamos sem provisões e ainda naquele dia precisávamos fazer compras. No escritório da marina o recepcionista nos recebeu muitíssimo bem e explicou em bom inglês onde era o supermercado; - Não tem como errar, disse ele, é só seguir essa estradinha que vai contornando a cidade que você chega lá, é fácil, fica bem no alto. Aff. No meio do caminho resmunguei: O supermercado tinha que ser lá no alto... O Scott retrucou: - Podia ser pior, já pensou se fosse o contrário? Pensei por dois segundos e disse: Tem razão... Já escuro retornamos ladeira abaixo, uns 2 km carregados de sacolas de supermercado e, quase chegando, adivinha... voltou a chover. O boletim do tempo no escritório da marina indicava tempo ruim dois dias depois e já tínhamos perdido muito tempo. Precisávamos zarpar muito cedo e alcançar Bonifacio antes da nova tempestade. Cansados, jantamos e fomos dormir. 

No dia seguinte tempo bom e velejada agradável, nem dava para acreditar! O sul da Córsega é um visual fantástico com montanhas escarpadas de rocha avermelhada que descem direto ao encontro do mar azul turquesa. Ao fundo, atrás das montanhas da costa, uma cadeia montanhosa monumental coberta de neve. Há apenas uma milha da costa a profundidade é de 500m! Foi um dia de sol e vento bom para velejar e paisagens de tirar o fôlego. 

Fizemos nosso trajeto de cerca de 60 milhas em 11h, o barco andou bem e chagamos na magnífica Bonifacio antes das18h, já escurecendo. Na entrada paredes verticais de rocha branca com a fortaleza e a parte antiga da cidade no alto. 

O vento aumentava e ali era o porto perfeito, pois fica num cânion que rasga as escarpas 800m adentro. O Pilot Book dizia que era "muito bem abrigada de ventos de todas as direções". A atracação não foi fácil, a marina estava muito cheia e por conta das últimas tempestades todos os barcos estavam com cordas extras, o que dificultava muito encontrar um lugar. 

Atracamos bem na ponta de um dos píers, ao lado de um veleiro de 50 pés que, por conta das cordas extras ocupava a vaga de 3 barcos. Na mesma noite o vento começou a uivar e a protegida marina entrou em ebulição. Na manhã seguinte, no escritório da marina, ficamos sabendo que o temporal que pegamos cinco dias atrás tinha causado alagamentos e destruição em várias vilas da costa e praticamente destruído duas marinas, uma na Córsega e uma na Sardenha, com 1/3 dos barcos danificados e alguns afundados nessas marinas! No mesmo dia, a "muito bem abrigada de ventos de todas as direções" acusou rajadas de 70 nós dentro da marina! 

Ficamos presos em Bonifácio por mais 3 dias esperando o tempo melhorar e após algumas conversas e consultas ao calendário uma decisão foi quase óbvia: Precisamos cair fora daqui! Velejar no Mediterrâneo no inverno não está com nada. Está cancelada Grécia, Croacia e Turquia! Vamos contornar a Sardenha e dar o fora, quero ir logo para o Brasil! Quero nadar e tomar sol... 

Desde então rumamos sul para a Sardenha, parando no lendário Porto Cervo, reduto de artistas e milionários internacionais no verão, La Caleta e finalmente Arbatax (que nome), uma pacata vila onde passo um mês enquanto o dono do barco vai à Flórida passar natal e ano novo com a família. Mas essa é outra história... 



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Um abraço e Boa navegações

Ney Broker
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