quarta-feira, 4 de maio de 2005

* A INFLUÊNCIA DA INTERNET NA NAVEGAÇÃO AMADORA

Em alto mar e na internet as navegações andam juntas 

Graças à tecnologia de comunicação via satélite, um barco já pode ter, em qualquer ponto dos oceanos, o seu escritório completo, com banda larga, telefone e fax. 

Foram-se os tempos do Código Morse e dos sinais luminosos. Agora, também um barco particular já dispõe da possibilidade, via satélite, de utilizar uma tecnologia de comunicação há poucos anos exclusivamente reservada aos navios militares, à marinha mercante, de cabotagem e as frotas pesqueiras. 

Exatamente como acontece em terra, nos oceanos ficou fácil acessar a internet, enviar e receber e-mails e mensagens de fax, efetuar ligações a qualquer lugar do mundo, o que significa muito mais lazer e, claro, melhores negócios. 

Hoje, o empresário que não queria enfrentar o transito e a “síndrome do transito” tranqüilamente consegue, do seu barco, agir como no escritório da metrópole. Até mesmo pode usar internet em rede privada da sua companhia, participar de videoconferências, em tempo real, com a sua equipe de clientes. Tudo com o devido protocolo de segurança. 

Disponibiliza tais serviços a Aycon Comunicação via Satélite, que colocou no mercado um sistema denominado Inmarsat Fleet. São três as versões do sistema: 33 55 e 77 – de acordo com a velocidade das transmissões. O equipamento exige apenas uma antena externa de sinais de satélite e um pequeno terminal, equivalente a um aparelho telefônico. Com um diâmetro que vai dos 33 aos 80 centímetros, peso dos 8 aos 60 quilos, a antena recebe os sinais de operadora internacional telenor, a qual a Arycom representa no Brasil. 

O serviço tem cobertura em até 98% do mundo. Explica Wagner Bojlesen, gerente comercial da Arycom: “Os dados trafegam em Banda Larga, uma freqüência de transmissão que não sofre interferência com chuva ou com gelo, por exemplo. O sistema funciona perfeitamente mesmo em plena tempestade”. 

Para desfrutar os serviços, além de comprar o equipamento, com a Marine Express, de valor sob consulta, paga-se pelo tempo total de conexão. Ou seja, não é necessário desligar o equipamento. Mesmo on-line, as despesas só começam a contar quando enviam ou recebem as informações. 

No caso da versão Fleet 77, o sistema ainda oferece uma outra funcionalidade preciosa: o GMDSS, ou Global Maritime Distress and Safety System, um sistema universal de socorro nos oceanos. Relata Bojilesen: “num acidente, ou risco de naufragio, basta o capitão acionar o já conhecido botãozinho vermelho, que o centro de controle Inmarsat inicia os procedimentos de resgate das pessoas em perigo”. 

Alcides Alce Maciel, tripulante de uma Ferretti 81', observa que o proprietário da embarcação não abre mão de uma nova tecnologia. “Ele recebe e envia e-mails enquanto permanece no barco. 

O sistema funciona em qualquer lugar do mundo. Até agora, não sofreu uma única pane. Jamais falhou” Reconhecida pela OMC, organização Mundial do Comercio, e pela ONU, Organização das Nações Unidas, a Inmarsat provem da Inglaterra e nasceu, originalmente, para o aprimoramento da segurança das embarcações profissionais. 

Sem nenhum vinculo governamental, a companhia assegura a integridade dos serviços mesmo que ocorra um eventual conflito bélico onde o barco esteja. 

As plataformas de petróleo das costas do Brasil, assim como as 150 embarcações que servem, são obrigadas a dispor da tecnologia da Inmarsat. Até mesmo Amyr Klink, o mais celebrado dos navegantes do País, utiliza o equipamento da marca. J.S 

Obs: Para utilizar o serviço de comunicação, são necessários um terminal equivalente a um aparelho telefônico, e uma antena externa de sinal de satélite. 

Fonte: Revista Spirit Inverno 2004 - ano IV n°12 - paginas 34 e 35 

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